Já me sinto como um preso em Alcatraz
E aí, como foram de Carnaval? Sapucaram bastante? Rebolaram até o chão? Colaram um pedaço de durex colorido nas partes pudendas e chamaram isto de fantasia?

Como é de se esperar, eu não fiz nada disto. Eu pulei o Carnaval. Não tomei conhecimento que ele estava acontecendo. Assisti muitos enlatados nestes dias (aliás, é praticamente só isto que eu tenho assistido), joguei wii e saí para comprar. Aliás, um recadinho para os compinhas lojistas: quem está numa loja em pleno carnaval, é porque eu não gosta de carnaval. Então, para que ficar tocando música de trio elétrico e samba enredo???

Apesar de ter pulado a folia, não posso dizer que não tive um amor de Carnaval. Eu me apaixonei. Por uma série, porque séries são mais apaixonáveis do que pessoas. O nome do que faz meu coração bater mais forte é Alcatraz. Desde que eu fiquei viúva de Lost, nada tinha me deixado assim. Bom, Alcatraz é do mesmo produtor e da mesma roteirista, e tem até um ator de Lost. Só para esclarecer do que estou falando é mais ou menos isto: em 1963, o famoso presídio de Alcatraz foi fechado e os presos foram, supostamente, transferidos. Supostamente, porque 50 anos depois, eles começam a reaparecer, com as mesmas carinhas jovens da época e cometendo os mesmos tipos de crimes. Teriam viajado no tempo? Teriam mergulhado em uma enorme piscina de Renew? Onde estacionaram o DeLorean de 300 lugares? Mistério... Mas, para mim, o maior mistério mesmo é: considerando que cada episódio fala de um preso ou de um guarda, e são 302 pessoas, entre guardas e prisioneiros, a série terá 302 episódios?

Já falei que meu heterônimo que vive em sociedade e assina documentos participa de redes sociais e que eu sou bastante seletiva sobre quem eu adiciono. Estes dias, sr. Facebook sugeriu que eu adicionasse Chefe 3 como amiga. Gente, Chefe 3. Aquela pessoa fez um inferno na minha vida nos 5 meses em que convivemos. Eu sei que eu falo destes episódios desagradáveis como se tivessem sido hoje de manhã, quando já se passaram mais de 2 anos, mas, sim, eu guardo rancor. Eu ponho o rancor em tonéis de carvalho para curtir e ficar ainda mais encorpado com o tempo. E o sr. Livro de Cara quer que eu seja amiga desta pessoa? Te contar, viu...

Mas vamos encerrar o post com um assunto mais ameno? Na minissemana útil pós carnaval, eu estava indo para o trabalho, quando o ônibus em que eu estava bateu em um carro, num cruzamento. Como justamente naquele dia eu estava sem passe, eu estava sentada logo atrás do motorista, caçando dinheiro trocado na carteira e, na hora do impacto, eu não podia contar com as minhas mãos para me segurar. Para não despedaçar meu belo rosto num dos ferros, eu coloquei o braço na frente. Não aconteceu nada demais, só uma dorzinha e um hematoma. Por causa do susto, eu saí do ônibus atordoada e fiquei parada do lado dele. Quando o motorista veio pedir para eu esperar a polícia para testemunhar, eu lembrei que tinha que ir para o trabalho e saí andando, mas ainda não sabia exatamente se ia à pé ou se pegava outro ônibus, se ligava para casa ou para o meu trabalho. Peguei outro ônibus e não liguei para ninguém. Foi a primeira vez que eu estive num acidente de trânsito...
que medo da sua chefe se acidente de ônibus é um assunto mais ameno...
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