sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Sexta de livros
Faz de conta que eu fui mais legal

 photo mini304.gif "Como ser legal", de Nick Hornby não é um livro de auto-ajuda, nem um manual que me faria uma pessoa mais agradável. É um romance cômico. Kate, a protagonista/narradora é uma médica, casada, mãe de um menino e de uma menina. O marido, David, não tem emprego fixo. É jornalista, mas só escreve ocasionalmente uma coluna falando mal de tudo (entrando para minha lista de empregos dos sonhos) e tenta escrever um romance que, como Kate confidencia a nós leitores, é um lixo. Eles têm aquele tipo de relacionamento que não se pode dizer que é bom, mas que os outros achariam que queixar-se dele é reclamar de barriga cheia. Aí, Kate tem um amante, Stephen, que também não é lá estas coisas. Belo dia, Kate liga, de um estacionamento, para David para perguntar sobre a consulta ao dentista da filha. Conversa vai, conversa vem, ela fala que quer se divorciar.
 photo mini304.gif Mas tudo muda quando David, um cético e cínico, vai procurar um curandeiro chamado BoasNovas para curar suas costas. O homem faz bem mais do que isto: ele muda totalmente a personalidade de David. Ele deixa de escrever a coluna, porque começa a achar errado falar mal das pessoas e das coisas, quer fazer caridade de maneiras extremas e fica todo o tempo se preocupando com os grandes problemas da humanidade.
 photo mini304.gif Kate não gostava do jeito cínico de David, mas odeia mais ainda a versão santa do marido, porque ela se sente inferiorizada. Ela quer ser uma pessoa legal e ela acha que ser médica a torna uma pessoa legal, mas ela não pode concorrer com o novo David. O livro, por assim dizer, gira em torno das reflexões da Kate e da sua tentativa de convencer a si mesma e aos outros que é sim uma pessoa legal. Posso ser considerada uma pessoa não legal (*ah, que novidade*), mas eu fiquei com dó da sensata Kate rodeada pelos lunáticos BoasNovas e pelo David, e por todas as coisas que os dois fazem para "salvar o mundo".

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