terça-feira, fevereiro 28, 2012
Já me sinto como um preso em Alcatraz
E aí, como foram de Carnaval? Sapucaram bastante? Rebolaram até o chão? Colaram um pedaço de durex colorido nas partes pudendas e chamaram isto de fantasia?
Como é de se esperar, eu não fiz nada disto. Eu pulei o Carnaval. Não tomei conhecimento que ele estava acontecendo. Assisti muitos enlatados nestes dias (aliás, é praticamente só isto que eu tenho assistido), joguei wii e saí para comprar. Aliás, um recadinho para os compinhas lojistas: quem está numa loja em pleno carnaval, é porque eu não gosta de carnaval. Então, para que ficar tocando música de trio elétrico e samba enredo???
Apesar de ter pulado a folia, não posso dizer que não tive um amor de Carnaval. Eu me apaixonei. Por uma série, porque séries são mais apaixonáveis do que pessoas. O nome do que faz meu coração bater mais forte é Alcatraz. Desde que eu fiquei viúva de Lost, nada tinha me deixado assim. Bom, Alcatraz é do mesmo produtor e da mesma roteirista, e tem até um ator de Lost. Só para esclarecer do que estou falando é mais ou menos isto: em 1963, o famoso presídio de Alcatraz foi fechado e os presos foram, supostamente, transferidos. Supostamente, porque 50 anos depois, eles começam a reaparecer, com as mesmas carinhas jovens da época e cometendo os mesmos tipos de crimes. Teriam viajado no tempo? Teriam mergulhado em uma enorme piscina de Renew? Onde estacionaram o DeLorean de 300 lugares? Mistério... Mas, para mim, o maior mistério mesmo é: considerando que cada episódio fala de um preso ou de um guarda, e são 302 pessoas, entre guardas e prisioneiros, a série terá 302 episódios?
Já falei que meu heterônimo que vive em sociedade e assina documentos participa de redes sociais e que eu sou bastante seletiva sobre quem eu adiciono. Estes dias, sr. Facebook sugeriu que eu adicionasse Chefe 3 como amiga. Gente, Chefe 3. Aquela pessoa fez um inferno na minha vida nos 5 meses em que convivemos. Eu sei que eu falo destes episódios desagradáveis como se tivessem sido hoje de manhã, quando já se passaram mais de 2 anos, mas, sim, eu guardo rancor. Eu ponho o rancor em tonéis de carvalho para curtir e ficar ainda mais encorpado com o tempo. E o sr. Livro de Cara quer que eu seja amiga desta pessoa? Te contar, viu...
Mas vamos encerrar o post com um assunto mais ameno? Na minissemana útil pós carnaval, eu estava indo para o trabalho, quando o ônibus em que eu estava bateu em um carro, num cruzamento. Como justamente naquele dia eu estava sem passe, eu estava sentada logo atrás do motorista, caçando dinheiro trocado na carteira e, na hora do impacto, eu não podia contar com as minhas mãos para me segurar. Para não despedaçar meu belo rosto num dos ferros, eu coloquei o braço na frente. Não aconteceu nada demais, só uma dorzinha e um hematoma. Por causa do susto, eu saí do ônibus atordoada e fiquei parada do lado dele. Quando o motorista veio pedir para eu esperar a polícia para testemunhar, eu lembrei que tinha que ir para o trabalho e saí andando, mas ainda não sabia exatamente se ia à pé ou se pegava outro ônibus, se ligava para casa ou para o meu trabalho. Peguei outro ônibus e não liguei para ninguém. Foi a primeira vez que eu estive num acidente de trânsito...

Marcadores: Carnaval, gente chata, ônibus, televisão
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Josei e Kami Sal
às 7:58 PM
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segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Frase da Semana: "O lado bom de se estar vivo é que, se tudo mais der errado, você ainda pode cortar os pulsos.", dita por Kami Sal.

Saida de emergencia:
Mokona-sama: Acho que contar o final do livro na resenha é ser muito spoiler...
Stafora-ni: Infelizmente, só posso concordar.
A-lien!-san: Acho que você iria adorar esse livro. Parte da estória é contada só através das ilustrações.Marcadores: frase da semana
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Josei e Kami Sal
às 7:08 PM
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sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Sexta de livros
Se eu pudesse morrer pra voltar depois...
Para início de conversa, em Antes que eu vá, o livro de hoje, a mocinha, Samantha, morre no começo, logo no prólogo. Ela estava voltando de uma festa e sofre um acidente de carro. Isto não é spoiler nenhum, porque é daí que a estória começa a acontecer.
No capítulo um, ela acorda no dia em que ela morreu, sexta-feira, 12 de fevereiro. Ela sabe que tem algo errado, porque ela lembra do acidente fatal e sabe que, naquela noite, depois da festa do Dia do Cupido, ela morre. Ou seja, ela deveria estar morta, e não revivendo aquela sexta-feira.
Samantha é a típica garota popular, que nós estamos acostumados a ver nos filmes: ela tem uma pobre vítima a quem ela humilha, despreza os demais colegas, é grosseira com a família e namora o babaca mais paquerado da escola. Só que, a partir do momento em que ela morre e volta, ela começa a repensar a vida, porque algo a diz que isto aconteceu porque ela tem alguma coisa a consertar antes de ir definitivamente para o Alasca, o destino de todos nós.
Cada um dos capítulos seguintes é uma revivência (esta palavra existe?) do dia 12 de fevereiro, cada um com um desfecho diferente e em cada um Samantha tenta melhorar num aspecto, para tentar parar de reviver sempre o mesmo dia. É uma espécie versão trágica de Feitiço do Tempo (como se acordar todo dia no Dia da Marmota já não fosse trágico). A protagonista, inclusive, faz referência a este filme, num dado momento.

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 1:17 PM
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segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Frase da Semana: "O sistema judiciário deveria ser como as roupas da Britney Spears: justo e transparente.", dita por Kami Sal.

É:
Mokona-sama: Adorei. E é a estória do filme. Eu nunca abro esses anuncios.Marcadores: frase da semana
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Josei e Kami Sal
às 8:20 PM
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sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Sexta de livros
Preste atenção ao tique-taque do relógio
A Invenção de Hugo Cabret, escrito por Brian Selznick é um livro em que textos e lindas ilustrações se completam para nos contar uma (ou melhor duas) estórias.
A primeira parte da estória trata, é claro, de Hugo Cabret, um garoto que outrora teve uma vida feliz ao lado de seu pai, um relogeiro. Ele gostava de aprender o oficio do pai. um dia seu pai chegou em casa com uma novidade: encontrara um automato largado no sotão do museu em que trabalhava. Hugo e seu pai ficaram entusiasmados com a idéia de consertar o automato, mas um dia, uma tragédia ocorreu: o pai de Hugo morre em um incendio no museu. Hugo é obrigado a ir morar com seu tio.
O tio de Hugo mora na estação de trens e é o encarregado de manter todos os relógios do lugar funcionando. Ele ensina seu oficio a Hugo (mais por preguiça de executar todo dia as tarefas do que qualquer outra coisa) até o dia em que desaparece. Desde então Hugo vive sozinho na estação roubando comida e alguns brinquedos para tirar peças e consertar o automato. Bom, até o dia em que é pego roubando pelo dono da loja de brinquedos...
A segunda parte da estória... Bom, não dá pra contar nada dela sem revelar o final da primeira.

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Josei e Kami Sal
às 7:18 PM
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quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Matador Psicótico, qual é que é
Sabe uma coisa que me deixa com muita raiva? Comprar uma coisa e, depois, ver o mesmo produto com preço muito mais baixo ou com o mesmo preço, mas com uma configuração bem melhor. Fala a verdade, não dá vontade de arracar a calça pela cabeça quando isto acontece? Por isto, eu evito ficar olhando nas lojas para ver se tem o que eu comprei e o quanto custa agora, mas, às vezes, as lojas mandam para o meu e-mail e eu, incauta, acabo vendo. Raiva, raiva, raiva!!!
Eu não acredito em políticos, não acredito em promessas masculinas, não acredito que o motivo de tirarem as sacolinhas dos mercados seja salvar o mundo, não acredito em mudanças radicais depois que a pessoa muda de/escolhe uma religião, não acredito que tenha algo de "reality" nos reality shows, não acredito em cremes anticelulite, não acredito em amor à primeira vista. E esta é só uma pequena amostra das coisas em que eu não acredito. Mas tem uma coisa em que eu acredito, apesar de saber que é uma crença boba e infundada: eu acredito em promessa de produtos para cabelo. Aliás, eu acredito até que os produtos tenham os ingredientes que anunciam na propaganda. No botox capilar eu não acredito, porque não faz nenhum sentido. Agora, em qualquer produto que tenha óleo de argan marroquino eu tenho muita fé.
Na música "Tempos modernos", Lulu Santos diz que vê um novo começo de era, de "gente fina, elegante e sincera". Acho melhor o sr. Lulu repensar, porque ser fina, elegante e sincera, ao mesmo tempo, às vezes é impossível. Imagine que você tem que lidar com uma pessoa insuportável, que você odeia ou que, simplesmente, bateu o olho pela primeira vez e não gostou (eu faço isto com muita frequência). Aí, você tem que ser fino e elegante com a pessoa, mas não está sendo sincero. Acho que é por isto que a música "Tempos Modernos" tem 30 anos e o "novo começo de era" nunca se concretizou.
Eu que sou maluca ou alguém mais já pensou que se sentir muito feliz num dia pode tornar absurdamente frustrante um dia seguinte comum? Bom, este é um problema que eu tenho: eu espero que tudo seja grandioso demais, cheio de novidades, muito divertido. O tempo todo, todos os dias. É por isto que eu compro tanto (pelo prazer de ter novidades), que eu parava tão pouco tempo nos meus empregos (OK, no atual eu já estou há quase 2 anos, mas é uma raridade), que eu fico entediada tão fácil. Eu espero que a vida seja uma montanha-russa, mas a verdade é que ela é só um carrossel velho, que dá uns solavancos de vez em quando, mas na maior parte do tempo só fica girando, girando, girando...
Eu estudo há 2 anos na Uni Alma Antiga e só conhecia o bloco de salas onde eu tenho aula. No último sábado, como eu tive aula de manhã e à tarde para não ter aula no sábado de Carnaval, eu resolvi excursionar pelos outros prédios da faculdade. Não sei se vocês sabem (ou já perceberam), mas eu vivo num estado de eterno "Fantástico Mundo de Bobby mode on". Andando pelos prédios vazios, com as luzes apagadas, eu ficava imaginando espíritos nos corredores. Depois, comecei a pirar que podia ter um assassino à espreita, e senti frio na barriga. Óbvio que não desisti do passeio, e ainda fiquei rindo sozinha das minhas ideias paranoicas (And I´m crazy but you like it, já diz o toque do meu celular). No fim, a única coisa assustadora que eu encontrei foi uma maquete abandonada, que parecia trabalhinho da 4ª série, mas era de algum aluno da graduação.

Marcadores: desabafo, faculdade, música, nada, reflexões inúteis, vaidade
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Josei e Kami Sal
às 12:59 PM
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segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Frase da Semana: "Duas pessoas ficam felizes quando alguém morre: o dono da funerária e a Sônia Abrão.", dita por Papai da Josei.

É:
Mokona-sama: Ah, tá... Sei...Marcadores: frase da semana
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Josei e Kami Sal
às 7:34 PM
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terça-feira, fevereiro 07, 2012
Fora o tédio que me consome todas as 24 horas do dia
Oi!!! Acharam que eu tinha morrido ou ido para o Canadá, né? Pois eu continuo bem aqui. Na verdade, este é o problema: eu continuo bem aqui, levando a mesma vidinha de sempre, fazendo as mesmas coisas de sempre, indo aos mesmos fucking lugares de sempre. Como parir um post tendo uma vida tão monótona? Aí, eu comecei a assistir "Comer, Rezar, Amar". Algo me dizia que eu não ia gostar, mas... Enfim, não gostei, tanto que estava meio dormindo e desisti do filme. O caso é que a protagonista também estava entediada, como eu e sintetizou "eu não tenho pulsação". É bem isto. Eu espero grandes acontecimentos, mas tudo é corriqueiro demais. Todo mundo achando que eu reclamo de barriga cheia, né? Eu também, acreditem... Bom, vamos ao pequeno resumo do que eu não fiz desde meu último post:
Eu não tirei férias, ao contrário do que a TV insiste em dizer. Mas também não trabalhei muito, porque estava em recesso, trabalhando meio período, e o prédio onde trabalho ficou fechado alguns dias para reforma. Bom para fazer nada em casa. Ruim porque tinha mil coisas para fazer no trabalho em pouco tempo.
Não fiz muitas coisas divertidas. Tive umas festas de família, só. Isto não é o que eu chamo de curtir a vida adoidado.
Não viajei para lugar nenhum. Até porque meu irmão passou as férias aqui em casa.
Não parei de gastar, até porque esta é uma das alegrias da vida. Quero dizer, gastar não é uma das alegrias da vida, mas ter coisas novas e legais é. Eu sou tipo "Mulheres Ricas, só que ao contrário.
Não terminei a primeira pós e já voltei às aulas da segunda. Minha turma se uniu num grande mimimi. Nada como um mimimi para unir as pessoas. Até eu que sou antissocial me uni para mimimizar junto. Tentei começar meu TCC da segunda pós, durante o recesso, mas não consegui. O computador é mais forte do que minha vontade, a TV é mais forte do que minha vontade e até o José Augusto cantando "Aguenta coração" é mais forte do que minha vontade.
E para encerrar, uma coisa que eu fiz: retoquei minhas luzes vermelhas do cabelo. Apenas um mês depois da visita à cabeleireira, eu já não estava nem morena nem ruiva: eu estava uma personagem de anime com cabelo rosa. E o retoque foi justo no dia em que eu assisti "Tamara" e pensei em "Carrie, a Estranha". Ni qui eu vou lavar a cabeça, escorre água vermelha abundantemente. Na hora, me vi Carrie levando um banho de sangue de porco. Pintar o cabelo de vermelho é uma experiência mais bizarra do que se pode supor...

Marcadores: mimimi, nada, vaidade
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Josei e Kami Sal
às 8:18 PM
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segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Frase da Semana: "É que esse povo tem fogo no rabo, onde senta o lugar pega fogo.", dita por Kami Sal.

É:
Mokona-sama: Também acho.
Stafora-ni: É...Marcadores: frase da semana
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Josei e Kami Sal
às 7:22 PM
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quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Vem cá e se perca por aí comigo
Todo mês eu fico pensando no que escrever aqui... Até já contei a origem dos nomes dos meses, mas dessa vez, enquanto procurava alguma coisa pra encher linguiça, descobri com indignação que o horario de verão deveria acabar durante o carnaval, mas vai perdurar até o dia 26 porque não quiseram nos dar uma hora a mais no feriado! É o fim!
As dollzinhas temáticas estão fantasiadas para passar o mês carnavalesco e a midi é Everlong, dos Foo Fighters.
Quero mais feriados...

Marcadores: frase da semana
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Josei e Kami Sal
às 7:37 PM
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