sábado, junho 18, 2011
E aqui estou eu escrevendo novamente da Chacara dos Ventos Uivantes. Nossa, mas como venta nessa chacara. E faz barulho. Não é a toa que minha tia achava que a chacara era assombrada, o vento faz mesmo uns sons estranhos, bate as portas (quando permite que você as abra) e, para completar o cenário de filme de terror, ainda há catitos morceguitos que correm pelo telhado. Não, eles não voam, isso não faria barulho. Eles correm pelo telhado.
Tirando a natureza encantadora do lugar, o que temos são as pessoas mais anti-ecologicas do planeta. Sério, é que elas não tem acesso a metais pesados, senão estariam poluindo a água e o solo com eles. É queimada um dia sim e outro também. Pra que tanta fogueira??? E que tanto esse povo tem pra queimar? E, helow, estamos no periodo de seca num lugar onde venta horrores, não é uma boa idéia fazer uma fogueira no quintal. Assim como também não é uma boa idéia encher os buracos da estrada com entulho. Ou deixar um cachorro doido que pula na frente de carros solto no meio da estrada, onde a frequencia de carros que dão seta para virar é ainda menor do que na cidade.
Falando em carros, Consuelo é uma criaturinha da cidade que não se adapta bem a vida no campo. Numa dessas agradaveis noites em que deveria estar fazendo uns 4ºC (ou menos), Stafora saiu para ministrar aulas. Lá pelas 11 horas ele liga dizendo que está bem, já chegou na porteira, tentou ligar, não conseguiu e que estava atolado na areia. Tive um breve momento "por que ele passou da porteira e foi parar no areião?". Claro que o momento não durou muito, já que a próxima frase de Stafora foi: "será que vocês poderiam vir aqui com a lanterna me ajudar?". Claro! Só está uma escuridão mortal (não, bizarrinhas e bizarrinhos, numa rua de terra com chacaras dos dois lados não tem iluminação publica.), eu só estava usando dois moletons, meias, pantufas, enrolada num cobertor, tremendo de frio enquanto tentava me aquecer benbendo um chá escaldante. Peguei a lanterna (uma ótima aquisição), coloquei o chinelo (não vira andar de pantufa na areia, embora chinelo não seja muito melhor, mas estava com pressa) e lá fomos, Mamãe e eu, estrada afora ouvindo o barulho da lendária lebre assassina de uma orelha só ao nosso lado no mato. Enquanto eu escorregava e batia meus dentes de frio, reparei que o areião parece mais perto durante o dia. E lá estava Consuelo, no ponto mais baixo da estrada patinando na areia. Resumindo, depois de um trabalho que envolveu cavar a areia na escuridão, empurrar um carro gigantesco na escuridão, afundar quase até o joelho na areia, quase cair de cara na areia quando o carro finalmente saiu do lugar, tapar os buracos na areia na escuridão e rezar para o carro não atolar de novo, chegamos a chacara felizes e alegres (uns mais que os outros) esquentamos o chá, comemos, bebemos e celebramos a vida.
E então quando tudo parecia em paz, num ensolarado sábado, a cachorra sumiu. Como num passe de mágica, numa hora ela estava ali do lado presa na corrente e no minuto seguinte não havia mais cachorra, nem coleira e muito menos corrente. E lá fomos nós, Mamãe e eu, em busca da criatura inumana. Andamos por toda a chacara chamando, pela estrada de terra, depois de umas duas horas, Stafora chegou e saiu de carro em busca da cachorra. Resumindo, depois de dois pares de meia e duas calças inutilizados pela quantidade de carrapichos grudadas nela, conhecer todos os vizinhos, uma perna quase decepada (a minha por sinal), a criatura foi achada depois do aeroporto. Sem corrente, sem coleira e sem noção. 
Ainda sem respostas aos comentários.Marcadores: bizarrice IVCH, divagações, mimimi
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Josei e Kami Sal
às 11:58 AM

terça-feira, março 10, 2009
Estou me recuperando do fim de semana: 2 aniversários e um concurso. Isto significa coisas para contar.
Sábado, em um aniversário, eu aproveitei para estreiar um brinco que ganhei da minha mãe. Ela estava mostrando para o meu pai, na minha orelha, como tinha ficado e ele perguntou: "e este outro furo na orelha?" Fiquei chocada!!! Eu tenho segundo furo na orelha desde 2001!!! Como ele só reparou agora? Isto porque eu tinha acabado de comentar com a minha mãe que cortei o cabelo na segunda passada e ele não reparou. OK, pelo cabelo eu perdoo, porque também tenho dificuldade em perceber mudança de cabelo, a não ser que seja muito radical.
E no domingo, teve o tal concurso. Eu não tinha recebido a carta de convocação para a prova, mas vi o local e horário na internet. Na segunda-feira, o que recebo? A carta de convocação!!! Bem a tempo de confirmar minha hipótese do Show de Josei (quem não sabe, leia o post de 23/02/09).
Durante o concurso, eu estava reparando que sou um tanto maluca. Vejam só: na prova de matemática, eu fazia os cálculos e, quando tinha a resposta em uma das alternativas, eu achava que era "pegadinha". Mas pensem comigo: pela minha lógica absurda, não teria nenhuma alternativa certa nas provas, aí ninguém acertaria nada, não importa que alternativa escolhesse, e não haveria aprovados. Ou seja, minha lógica era absurda mesmo, mesmo, mesmo.
Conheçam mais um personagem da minha vizinhança: tem um garoto que mora na casa atrás da minha (acho) e ele batuca. O tempo todo. Não chega a incomodar, porque só dá para ouvir o som bem abafado, mas ele está aqui porque ele batuca em horários bem estranhos, tipo, domingo às 8 da manhã, o que eu só fiquei sabendo num dia em que não consegui dormir. É cada tipo que tem na minha vizinhança que minha vida é quase um cruzamento de Show de Truman com Chaves.
Hoje, eu fui acordada às 8 por uma garota que queria tamarindos. É sério, tem um pé de tamarindo encostada na minha casa (viram, é a vila do Chaves). Às 8 da manhã, minha gente!!! Pode uma coisa destas? Nem tempo de tamarindo é...
Marcadores: bizarrice, bizarrice IVCH, família, festa, gente chata, paranóia, pessoas estranhas
Postado por
Josei e Kami Sal
às 10:50 PM

domingo, janeiro 04, 2009
Este é, sem dúvida, meu post mais festivo do ano. Vou contar como foram minhas festas de fim de ano.
Natal é quando toda a minha enorme família por parte de mãe se reúne. Fomos para a famigerada chácara da casa tosca, a mesma para a qual fui em novembro. É a ocasião do ano para conhecer os novos membros da família e saber os bafóns. Sorry, mas não vou contar os detalhes sórdidos que fiquei sabendo...
Passei a véspera de Natal na piscina, durante o dia, à noite teve a festa de Natal, e até aí tudo bem. E aqui começa o "mas...". Boas crianças recebem a visita de Papai Noel na noite de Natal. Esta blogueira bizarra recebeu a visita de Lady Murphy. Eu tinha que dormir na varanda. E começou a chover torrencialmente, tinha goteiras, um inferno. Conseguimos colocar os colchões onde não molhavam e eu fui dormir. Só que estava um frio insuportável, tão insuportável que meu corpo inteiro doía, e a luz não apagava. Eu enfiei a cabeça embaixo do edredon e não conseguia dormir. Não amanhecia nunca!!! Passei a noite acordada jurando que se alugarem aquela chácara para o próximo Natal, eu fico em casa sozinha assistindo o especial da Xuxa.
Depois da noite mais longa EVER, acabou amanhecendo. Um dia frio e nublado, em uma chácara, CD do Victor e Léo revesando com pagode. Alguma boa alma achou bom adiantar o bingo que seria no domingo e eu ganhei um monte de coisinhas. Mais tarde, os garotos (meu irmão e meus primos) foram jogar futebol e minha prima e eu fomos assistir. Senti umas picadinhas de formiga, mas nada de mais.
Fomos para casa no fim da tarde. Ah, a maravilhosa sensação de voltar para o quarto que é só meu, com uma TV só para mim, um DVD player só para mim, um computador só para mim e um rádio só para mim que nunca toca Victor e Léo nem pagode... E nada de fila para usar o banheiro... Fui tomar banho e descobri um enorme calombo na perna. Ah, maldita formiga assassina que me picou!!! Mas tinha nada não, porque naquela noite eu dormi. Tive sonho bizarro, mas dormi.
A chácara estava alugada para 5 dias, mas na sexta-feira nós ficamos em casa. Meu irmão ligou a nova internet no meu quarto e eu me diverti nerdmente. No sábado de manhã voltamos para a chácara, meus pais, meu irmão, meu mau humor de quando acordo cedo e eu. Estava frio, mas eu sou tohrunista e fui de biquini por baixo do moletom. Nem fez calor, mas eu nadei. Teve outro bingo, mas desta vez eu não ganhei nada. "Dormi" na chácara e passei frio e senti dor no corpo de novo. No domingo estava bem calor e eu passei a manhã na piscina. Minha tia sorteou um colar e eu ganhei!!! Fomos para casa cedo. Meu irmão disse que queria descansar, mas eu acho que ele estava com síndrome de abstinência de internet. Ele foi embora no domingo à noite.
No Ano Novo, a festa foi em casa com a minha pequena família por parte de pai. Estava tudo sussa. À meia-noite, minha família e eu fomos para o quintal para ver as queimas de fogos e eu pisei em um formigueiro!!! Depois eu fui cumprimentar as pessoas pulando em um pé só e tentando coçar o outro, enquanto abraçava os parentes. É assim que se começa um ano... O que há de melhor em uma festa na minha casa é dormir na minha cama depois que a festa acaba. Aliás, depois que as pessoas foram embora, eu ainda postei no MB (notaram o horário da minha postagem anterior?) e plurkei, só depois dormi. No dia seguinte, a festa continuou. Nada de relevante para contar, apenas um tranquilo almoço.
Chega de festa, né? Que nada!!! Ontem eu fui a um aniversário de 15 anos. Não foi uma festa tradicional com valsa e meninas vestidas de branco. Estava bem divertida e os convidados ainda ganharam apetrechos (adoro apetrechos)!!! Eu dancei um pouco. Detalhe bizarro do salão de festa: no banheiro, tinha um chuveiro acima da pia!!! Aí, enquanto eu lavava as mãos, eu sentia gotejar na minha cabeça.
Marcadores: bizarrice IVCH, chácara, família, festa, inseto, Lady Murphy, Natal
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Josei e Kami Sal
às 12:46 PM

sexta-feira, novembro 30, 2007
Eu decidi escrever este post hoje, porque amanhã eu vou para a chácara passar o fim de semana e se eu acumulasse dois assuntos, este post ficaria ainda mais longo. E este post é especial sobre a viagem didática para Arroio Negro. Eu não ia a uma excursão desde o colegial. Mas esta não foi uma excursão, foi uma viagem didática. Ou era para ser assim...
Tudo começou com a minha chegada muito adiantada ao campus reserva ecológica. A viagem sairia de lá às 5 horas da manhã, mas meu pai achou melhor sairmos ainda mais cedo para o caso de o trânsito estar complicado (???). Cheguei lá às 4:35. E o motorista sem noção chegou com o ônibus às 7 horas. Pois é, o que são duas horinhas de atraso, né?
O ônibus estava quase vazio, então eu ocupei dois bancos e dormi. Só vi quando passamos por Tterra do Sottaque Irrittantte e por uma cidadezinha pitoresca perto de Arroio Negro.
Arroio Negro é uma cidade bem legal. E o campus onde foi o curso (ao qual chegamos atrasados, claro) é uma ignorância de tão grande. Tem até sua própria favela, vejam só... Bom, aí fomos para o curso. Mas esta parte não é interessante contar.
Almoçamos em um dos restaurantes do campus-cidade. Comida muito boa e com preço razoável e aproveitamos para tirar fotos da turma. Chegamos atrasados para a segunda parte do curso.
Depois do curso, fomos para uma choperia, mas não para a mais famosa de todas as choperias. Eu fiquei completamente sóbria, porque, bem, eu era uma pessoa que não gosta de chopp em uma choperia. O suco de morango estava bom e eu descobri que existem sachês de açúcar com mensagens de auto-ajuda (ou era açúcar da sorte?). Dei muita risada com o pessoal e fiz tosquice também, por que não? E calma, a aventura não acaba aí...
A choperia fica em um shopping. Na saída, vimos um trenzinho cheio de crianças acompanhado por um Batman e um Mickey. Aí, aconteceu a prova de que o IVCH existe... O Batman e o Mickey vieram dançar no poste para nós!!!
Na volta, eu dormi menos e vi muito mais cidades. E o motorista demorou 4 horas para fazer a viagem que duraria de 2 e meia a 3. Chegamos a Bizarrelândia à meia-noite.
Marcadores: bizarrice IVCH, pessoas estranhas, viagem
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Josei e Kami Sal
às 8:17 PM


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