domingo, outubro 26, 2014
Finalmente, venho fazer os posts sobre minha viagem para João Pessoa!!! Desde que eu cheguei, na quarta-feira, eu tenho sentido tanto sono... Talvez seja porque eu acordei bem cedo nos meus dias lá para fazer os passeios. Ou porque entrei em horário de verão só quando cheguei aqui, porque lá não tem esta marmota (posso ficar lá para sempre? Posso?). Minha viagem foi parcialmente solo. Desta vez, fui com uma van da agência até o aeroporto. Aí, descobri que uma amiga de um amigo ia também. Nós nos conhecemos naquele dia. E ainda teve o bizarro momento: "Josei... Fulano falou tanto de voc--..." (ela interrompeu a frase). E eu, como sou maluca, fiquei querendo perguntar o que, para corresponder à expectativa (se ele falou bem) ou provar que eu não sou tão ruim como ele diz.
Viagem de van, viagem de avião. Cheguei ao hotel às 4h da manhã e dormi. Achei que ia ter o dia livre para me recuperar/fazer reconhecimento da região, mas teve city tour. Foi melhor do que o de Maceió, porque neste paramos nos lugares para conhecer, e não só passamos de ônibus rapidamente. Conhecemos o Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas (onde o sol nasce primeiro e onde o Brasil mais se aproxima da África); o Centro Histórico; o Centro Cultural São Francisco, que é uma igreja desativada que virou museu; e o Mercado de Artesanato. Quando o passeio terminou, eu fui comer uma tapioca na praça de alimentação e conhecer a feirinha de artesanato em frente ao hotel.
Já no segundo dia, fui para outro Estado, Pernambuco, passear em Porto de Galinhas. É lindo!!! Várias lojinhas bem fofas de artesanato, esculturas de famosos em forma de galinha feitas com troncos de coqueiros, e uma praia maravilhosa. Pegamos um buggy e fomos até a praia de Muro Alto, que é bem calma, depois voltamos para a praia do fervo onde fica o que eu descrevi acima.
No terceiro dia, fui para o litoral norte da Paraíba. Aproveitei muuuuuuuito a praia. Dividi um gazebo com um grupo de desconhecidos, mas eles ficaram adultamente bebericando e observando a paisagem, enquanto eu me esbaldava no mar. De lá, fomos conhecer o Forte de Santa Catarina, onde tinha o guia mais divertido de toda a viagem, uma mistura de informações sobre o lugar com stand up comedy. Para encerrar o dia, fomos assistir ao por do sol na Praia do Jacaré, que não é praia nem tem jacaré. Embarquei num catamarã no rio Paraíba para assistir ao Jurandy do Sax tocando o Bolero de Ravel numa canoinha no por do sol. Coisa mais linda...
E, amanhã, já sabem, tem a continuação deste post. Té!!!
Marcadores: bizarrice, férias, horário de verão, paranóia, viagem
Postado por
Josei e Kami Sal
às 1:22 PM

terça-feira, março 05, 2013
Sabe quando eu digo que não tenho coração? Então, não deve ser só modo de dizer. Em casa tem 2 aparelhos de medir pressão. Todo mundo consegue usá-los, mas quando eu tento, ele não detecta minha pressão arterial nem minha frequência cardíaca. Aí, em janeiro, quando eu fui ao médico, ele foi medir minha pressão colocando o estetoscópio no meu pulso. Nada. Depois na dobra do meu braço. Nada. Depois no meu pescoço. Nada. Meio estarrecido, ele desistiu e foi fazer outros exames. Como diria Julia Roberts naquele filme
Tive uma festa numa "chácara" no domingo passado. O que esta blogueira estranha e antissocial faz em uma festa? Leva um livro, senta num banco-balanço e fica lendo. Eu lembrei da Rory, de Gilmore Girls, que fazia isto e era considerada uma esquisita. Não bastasse isto, a certa altura da festa, eu encontrei um quartinho e dormi. Dormi de sonhar que tinha acordado, mas continuar dormindo. Este é o lado bom de ser uma antissocial assumida: ninguém mais estranha estes comportamentos. Ou se estranha, não fica questionando.
Por falar em ser uma pessoa estranha, minha relação com cartão de crédito é bem esquisita. Enquanto o jornal vive fazendo matérias sobre não sair gastando como se o cartão de crédito fosse uma fonte inesgotável de dinheiro grátis, eu tive problema justamente por não usar o cartão no mês passado. Porque é assim: eu tenho um cartão que não tem anuidade, desde que eu o use todos os meses, pelo menos R$3. Ou seja, eu poderia ir à bomboniere da esquina, comprar um punhado de balas Chita, pagar no cartão de crédito e não precisaria pagar anuidade. Mas eu esqueci. Resultado: fui obrigada a pagar anuidade. Não é muito, mas, poxa, eu poderia ter uma coisa nova em vez de dar este dinheiro de presente para o banco... Neste mês, para evitar problemas, eu comprei um saco de batatinhas usando o cartão de crédito. Sou a cara da riqueza.
E eu que estive envolvida numa perseguição policial. Estava eu, dirigindo meu carro, indo do mercado para casa, com minha mãe ao lado. Aí, saiu um carro de polícia do estacionamento do banco e veio atrás de mim!!! Tá, não foi uma perseguição policial, até porque eu estava andando devagar (tinha acabado de sair da vaga), usando cinto e tudo o mais, mas eu tenho aflição de ver carro de polícia quando eu estou dirigindo. Meia quadra depois, o carro da polícia virou para um lado, eu virei para o outro, e minha mãe disse que eu sou maluca.
Mas, é isto aí... Vivemos num mundo estranho, onde pessoas elogiam o sapato de desconhecidos na rua (aquela minha sapatilha vermelha faz um baita sucesso) e outras reclamam por não terem permissão para ter um cachorro de grande porte num apartamento de 46m² (nada contra ter animais, aliás, a pessoa pode ter até uma vaca na sala, se quiser, mas e no bem estar do bichinho que não vai ter nem espaço para se mexer, ninguém pensa?).
Marcadores: apartamento, banco, bizarrice, carro, festa, paranóia, pessoas estranhas
Postado por
Josei e Kami Sal
às 6:55 PM

domingo, dezembro 02, 2012
Sabe o que eu percebi? No meu post sobre o tour Gramado-Canela, eu esqueci de mencionar 2 lugares: a loja-museu de chocolates e o Museu de Pedras. Os nomes são auto-explicativos. O que se destaca no primeiro, além das tentações da loja, são um enorme coelho de chocolate e um museu bem bacana que conta a história do chocolate, com bonecos em tamanho natural. O museu de pedras tem, além das pedras preciosas, uma escultura do Jack e da Rose de Titanic, uma águia linda e um carrinho de minerador onde os turistas tiram foto. Como eu fui forever alone, eu pedi para um desconhecido tirar uma foto minha no carrinho.
Agora já posso contar sobre meu último dia em Gramado. Cronometrei para ter tempo de aproveitar meus últimos momentos lá. Acordei, tomei café da manhã e fui para a piscina. Estava uma delícia, até chegarem umas crianças estridentes. Tudo bem, já estava mesmo na hora de subir para o quarto e tomar banho para ir almoçar.
Depois do almoço, fui para o centro da cidade procurar uma bolsinha para levar as compras que não iam caber na minha mala (sim, eu comprei este tanto) e para me despedir da cidade, especialmente da Rua Coberta, onde passei tantos momentos da viagem. Comecei a lembrar o que deixei para trás quando entrei de férias, as questões do trabalho, e fiquei triste. Comprei uns bombons de licor e fui para o hotel.
Arrumei minha mala, me arrumei e fiquei tristemente sentada na cama, comendo bombons e pensando que não queria encarar a realidade, que eu queria ficar lá mais um pouco, ou que tudo estivesse resolvido quando eu voltasse para casa.
A van da agência de turismo foi me buscar para me levar até o aeroporto de Porto Alegre. Foi mais muvuquento do que a minha ida, então, quando entrei no avião, esqueci de desligar o celular que estava dentro da minha bolsa, a qual eu já tinha colocado no compartimento de bagagem. Pronto, achei que meu celular causaria uma catástrofe aérea. Ainda mais porque passamos por uma área de instabilidade e o avião chacoalhou. Tentei ser racional, lembrei de uma matéria falando que um celular não é capaz de derrubar um avião, mas não estava funcionando, então eu fiquei ouvindo música para me distrair e esquecer que estava chacoalhando a 11 mil metros do chão.
Chegamos à São Paulo em cima da hora do meu embarque para cá. Para ajudar, eu fui para o lado errado. Para ajudar mais ainda, tinham mudado o portão de embarque do que estava pertinho de mim para um dos últimos do segundo andar do aeroporto. Saí, elegantemente, correndo, com medo de perder meu voo. Embarquei e para a miiiiiiinha alegria, tinha 2 molequinhos insuportáveis bem na minha frente. E os molequinhos tinham pais bananas, que não ensinaram que não se deve gritar nem pular nas poltronas do avião. Como o voo estava quase vazio, peguei minhas coisas e fui sentar longe dos pestinhas, causando uma série de olhares desaprovadores de outros adultos com crianças do voo, como se eu estivesse errada. Na minha nova poltrona, me veio outro pensamento nada agradável: se o avião caísse, eu não seria reconhecida, porque não estava na poltrona onde deveria estar. Mas ser enterrada como indigente era melhor do que aguentar aquelas pragas, então, viajei em paz no meu novo lugar.
Quando cheguei a Ar e Árvore (voltando a usar nick de lugar), um dos pestinhas do voo queria subir na esteira das malas. Aí, um homem foi retirar sua mala, acertou no pestinha (acidente?) e ele caiu sentado. Desculpaê, mas eu ri... Meus pais estavam me esperando no aeroporto e eu voltei para a casinha falando mais do que a boca, contando minhas aventuras. Pinkinininha e Pinguina deitaram comigo na minha cama e ficaram fazendo carinho em mim até nós 3 dormirmos. Coisa mais fofa deste mundo!!! Fim.
Eu criei um álbum com algumas fotos da viagem. Quem quiser ver, estão aqui
Marcadores: celular, família, férias, gatos, gente chata, mimimi, neura, paranóia, susto, tristeza, viagem
Postado por
Josei e Kami Sal
às 9:58 AM

segunda-feira, setembro 24, 2012
Meu fim de semana foi tão nostálgico... No sábado, fui ao campus reserva ecológica, assistir a uma palestra. Mil coisas passaram na minha cabeça, sobre o passado e o presente. Fazia uns 2 anos que eu não ia lá, e agora muita coisa está diferente, muitas reformas e talz. Na palestra, eu tive a sensação de que estou ficando velha: eu fiquei incomodada porque a garota do meu lado passou o tempo todo no Facebook pelo celular. Achei uma baita falta de respeito com a palestrante... Se eu fosse palestrante, recolheria todos os celulares antes da palestra e só devolveria no fim. Estou muito errada? Sou antiquada?
No domingo, teve evento de anime. Na verdade, teve evento o fim de semana inteiro, mas eu já estou velha (segunda vez que digo isto no post, notem) e não aguento mais ficar 2 dias inteiros em um evento. Foi divertido passar a tarde reunida com o "kit", encontrar os otakus da velha guarda. Assistir a um anime no telão me trouxe aquele sentimento nostálgico dos domingos de exibição.
E a segunda começou uma caca e eu queria entrar no DeLorean e voltar alguns anos. Para ajudar, saí 5 minutinhos do trabalho para comprar passe de ônibus e tomei um chuvão, que parou assim que eu já estava de volta à minha salinha, encharcada e com frio.
Eu sou muito paranoica com estas coisas de infração de trânsito. É uma coisa meio idiota, porque eu respeito as leis e talz, mas eu tenho medo. No sábado, por exemplo, quando eu virei uma esquina, vi um policial escrevendo alguma coisa e achei que ele estava me multando. Mais tarde e no domingo, carros de polícia passaram por mim, eu achei que iam me parar e me multar. E eu nem estava fazendo nada errado!!! Mas eu sou louca assim mesmo, neste tanto.
Além de louca, minha memória está péssima, nível Dory, mesmo. Uma encomenda minha chegou enquanto eu fazia as unhas e meu pai colocou no braço do sofá, do meu lado. Olhei para o pacote e continuei o que estava fazendo. Quando acabei, deitei no sofá e senti um plástico atrás de mim. Pensei "nossa, o que será isto?" Olhei e vi o pacote. Depois, saí para beber água e, na volta, vi o pacote no sofá e me perguntei o que era aquilo. E pior: fiz isto mais uma vez!!! Para não fundir de vez meu cerebrinho, resolvi levar o pacote embora para o quarto e abri-lo. Caso encerrado, mas acho que isto não é normal, não...

Marcadores: anime, campus reserva ecológica, chuva, Lady Murphy, leseira, nerdice, paranóia
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:58 PM

quinta-feira, junho 07, 2012
E aí que estou mais dramática do que de costume. Mas se eu contar meus problemas, vocês vão achar tão "classe média sofre" e vão me mandar pegar meu toddynho e ir chorar na cama, que é lugar quente. Aliás, um dos problemas (o pior) é porque eu estou naquela classe conhecida como "remediada": o governo me acha rica demais para eu ter certos benefícios, mas eu sou pobre demais para sair por aí adquirindo bens.
Por falar em riqueza e pobreza, eu estava fazendo um trabalho sobre tributação quando leio que o imposto de renda é maior para quem tem "presunção objetiva de maior riqueza". Gente, eu ri. Riqueza!!! Qualquer farelinho a mais que entra no meu salário já aumenta a alíquota e eu nem fiquei mais rica. Eu ri, mas o governo ri muito mais da minha cara, aposto.
Na terça, eu estava no auge da tristeza. Talvez tenha sido por causa do tempo escuro e chuvoso, além de toda minha crise existencial que começou no fim de semana. Aí, tinha uns mendigos bêbados, cantando pagode, debaixo de chuva, na praça onde fica o Teto Convexo. Fiquei pensando "nossa, olha como eles são felizes". Fundo do poço ficar fazendo competição de felicidade com mendigos bêbados...
Outra coisa é que eu tenho sentido falta de ficar em casa e de me isolar. Conviver cansa. Mas parece que eu sou a única no mundo a pensar assim. As pessoas falam sobre ficar sozinho como se fosse a pior coisa do mundo. Não é. Pior coisa do mundo é aguentar gente enchendo o saco.
No sábado à tarde, eu estava sozinha em casa e ouvi um barulho como se estivessem tentando arrombar a porta. Contrariando o recomendado para estes casos, fui ver o que estava acontecendo. Achei que era ladrão. A porta da cozinha estava aberta e, na copa, eu vi manchas vermelhas no chão. Meu cerebrinho paranoico: "então, é um assassino e ele está com sangue nos sapatos". Andei pela casa inteira e não tinha ninguém além de mim e das gatas. Voltei para a "cena do crime" e só aí me toquei de que não era sangue, era tinta de cabelo, que eu tinha derrubado horas antes (e não tinha limpado).
Marcadores: mimimi, paranóia, tristeza
Postado por
Josei e Kami Sal
às 9:36 AM

terça-feira, novembro 29, 2011
Tive mais um daqueles momentos "acho que tenho feito muitas compras virtuais". E, desta vez não foi quando eu notei que decorei o código de segurança e a data de validade do cartão de crédito, nem quando eu recebi a fatura do mesmo. Eu tinha comprado um presente para o meu irmão, mas o pacote veio com número de casa errado. O carteiro conseguiu entregar e disse para o meu pai que só soube onde entregar porque já sabe onde eu moro por sempre entregar pacotes com o meu nome.
Estou encantada com o Felipe, meu novo companheiro de aventuras automobilísticas. Antes que alguma revista de fofoca saia por aí publicando que "blogueira tem novo affair", melhor esclarecer as coisas. Lembram que uns posts atrás eu contei que comprei um GPS? Pois então, Felipe é a voz masculina dele. Estava em dúvida se contaria ou não sobre a experiência com ele, mas foi tão intrigante que eu resolvi contar. Stafora disse que GPS costuma ter voz feminina, porque mulheres ignoram voz masculina quando estão dirigindo. Será que é porque homem enche o saco quando tem outra pessoa ao volante? Enfim, não é este o ponto. Eu confesso que ignorei sim algumas instruções do Felipe, mas foi em trechos que eu conhecia e ele queria traçar uma rota totalmente sem noção. No mais, Felipe me salvou de rodar perdida até o fim dos tempos ou até o fim do combustível, o que viesse primeiro. Por outro lado, eu fiquei um pouco insegura, com a sensação de que não era eu que estava no comando do carro e que o Felipe ia me levar para o lugar errado. Entre os pontos positivos e negativos, o saldo foi positivo. Não sei porque não comprei um GPS antes!!! Sim, eu sei: eu queria achar algum que fosse fácil de tirar, porque não gosto de deixar coisas expostas no carro quando me afasto dele. (*paranoia mode on*)
Ah, é, eu não saí simplesmente para testar o GPS. Eu tinha um lugar para ir, um aniversário de uma colega do trabalho. Foi esquema pizza - Imagem & Ação, bem legal.
E, para terminar, uma velhidade que eu só lembrei agora. Quando eu estava de férias, recebi um telefonema do banco onde tenho conta, me oferecendo uma capitalização. Uma coisa linda: eles tirariam um pouco da minha conta por mês, eu concorreria a R$3 milhões e, no final, receberia tudo o que investi, atualizado. Não, eu não me interessei, mas dei corda. O mocinho que ofereceu falou o valor que seria retirado por mês: R$ 3.000. Perguntei, porque achei que tinha entendido errado. Ele repetiu: três mil reais por mês. Eu comecei a rir histericamente, porque nem tenho este dinheiro todo na minha conta todo mês. Ele ficou meio sem graça, tentou diminuir o valor, mas eu não me aguentava de rir. Este povo viaja, né?
Por hoje é só, mas em breve eu volto para contar histórias da minha vida que é tão emocionante, só que ao contrário.
Marcadores: bizarrice, carro, festa, paranóia, pessoas estranhas
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:35 PM

quinta-feira, outubro 06, 2011
Minha vida profissional está tão esquizofrênica que eu não sei mais nem o que esperar do minuto seguinte. No começo do ano estava tudo indefinido. 5 meses depois, um alívio. Depois, o retorno da ameaça fantasma. Aí, parecia que estava tudo resolvido de vez, mas deu outra reviravolta e eu quase morri. Agora, não sei mais nada. Melhor do que qualquer coisa, um diálogo em família pode demonstrar como eu estou, emocionalmente. O assunto não era trabalho, era minha pós, aquela que eu comecei na metade da disciplina e eu não sei minhas notas para saber se vou ter que fazer ou não a recuperação, mas o sentimento de desamparo é generalizado:
Este poderia ser mais um post me queixando sobre as pessoas, até porque elas continuam me causando problemas. Não todas as pessoas do mundo, claro, mas algumas, as mesmas de sempre. Mas não é sobre isto que eu vou falar, porque só de pensar nelas, eu sinto engulhos. Vou falar de coisas mais amenas, tipo sobre como é ter o estômago vasculhado por uma câmera. Mas isto, só depois, porque agora vou falar de um passeio e de uma viagem, para ver se o MB ainda se torna o blog mais pé na estrada de toda a blogosfera.
Para relaxar de uma semana estressante, no sábado à tarde, eu peguei meu carro e atravessei a cidade para... comprar esmaltes. Juro, isto É passeio para mim. Esperei a semana toda. Cada vez que eu tinha vontade de esganar um, eu pensava "tem nada, não. Sábado eu vou à Asa Única comprar esmalte holográfico". Comprar esmalte é uma coisa que relaxa. Tantas cores, tantos efeitos, tantas possibilidades... Eu também acho que dirigir é relaxante, mas não com o trânsito zoado que estava sábado.
No mês passado, eu viajei para Karkia. Nem é nenhuma graaaaande viagem e eu só fiquei lá um dia, mas eu não conhecia a cidade e tinha curiosidade em conhecer, porque todo ano tem a festa das cerejeiras. Não fui na época da festa, porque viajei para lá para visitar uma tia, mas conheci o bosque onde a festa acontece, que é um bosque com tema japonês e um grande lago. E no lago tinha pedalinhos!!! E eu não podia perder a oportunidade de pagar os olhos da cara para pedalar, pedalar e pedalar pelo lago. Tão legal!!! O bosque é lindo, eu queria que tivesse um daquele jeito aqui em Bizarrelândia (provavelmente, eu iria de vez em nunca, mas ficaria feliz sabendo que ele existia).
Dois dias depois, eu fui ao médico e ele falou uma palavra aterrorizante: ENDOSCOPIA. E ela foi marcada para 3 dias depois. As pessoas normais têm medo de sentir dor durante o exame, ou de ter alguma reação adversa (tipo, morrer) por causa do sedativo. Eu tive medo de, sob efeito de sedativo, falar alguma coisa que eu não devia, revelar algum segredo que eu não sei se tenho, ou algo assim. Porque o tarô e as Cartas Clow disseram que eu tinha um segredo, então, mesmo sem saber qual, eu devo ter, mesmo. No fim, o sedativo foi uma grata surpresa. Primeiro porque eu não vi nada do exame. Depois, foi engraçado porque me contaram que eu saí da sala andando, conversei, tomei chá, pedi atestado, marquei consulta e fui até o carro, mas eu não lembro de nada. Parece que eu não falei nada "proibido" nem dei bafón enquanto estava inconsciente. E, por fim, porque eu dormi até as 4 da tarde. Remedinho bom. Outro ponto bizarro é que, como não deixa nenhum vestígio físico, quando eu acordei eu fiquei pensando se realmente tinha passado pelo exame, ou se eu só dormi.
É, a vida é isto aí: um dia você está num lago sereno e no outro, com uma câmera entrando goela abaixo...
Marcadores: bizarrice, carro, diálogo em família, paranóia, viagem
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:51 PM

quinta-feira, agosto 25, 2011
Terça-feira, eu faltei ao trabalho, mas, diferente de Ferris Bueller faltando à aula, eu tinha autorização e eu não faltei para curtir a vida adoidado. Na verdade, eu tinha que resolver coisas particulares e como todo o mundo funciona em horário comercial que, por mera coincidência, é quando eu também estou trabalhando, tive que tomar esta medida drástica (oh!!!).
Primeiro, fui ao Economizatempo digevoluir minha carta provisória para carta definitiva. Não, não... Melhor começar com o que aconteceu tempos antes para vocês entenderem a magnitude disto. Um garoto, 19 anos, amigo da família, tirou carta pouco antes de mim, porque ele não virou um ronin de autoescola como eu. Só que aí, ele fez uma grande, grande caca e não pode digevoluir a carta. Quando eu ouvi esta história, toda minha vida motorizada passou diante dos meus olhos e eu fiquei morrendo de medo de perder a carta e ter que começar tudo de novo. Dias depois, eu recebi uma cartinha do Detran me parabenizando pela minha boa conduta no trânsito e dando as indicações do que eu devia fazer para digevoluir a carta.
Bom, mas voltando à terça-feira: fui ao Economizatempo para digevoluir minha carta provisória para carta definitiva. Achei que seria simples e rápido, afinal, é o Economizatempo. Ledo engano. Primeiro, apresentei os documentos na triagem, mas acharam que precisava de uma complementação de endereço, porque o comprovante que eu levei não tinha o nome do bairro. Tive que ir ao stand (é stand o nome das divisões do Economizatempo? Bom, se não era, agora é) de internet para tirar este documento. Voltei à fila da triagem, entreguei os documentos e recebi um boleto para pagar a taxa. Fui até o stand do banco para pagar. Levei o boleto pago ao balcão de retorno bancário. Peguei outro papel e levei ao balcão do Detran. O atendente checou sei lá o que no computador (enquanto eu morria de medo de ele falar que eu não podia digevoluir a carta), imprimiu uma ficha e me encaminhou para outro balcão, para eu tirar fotos, scanear as digitais, assinar e pegar o protocolo. Foi quase uma hora andando para lá e para cá dentro do Economizatempo. Fiquei até com tontura.
Saí de lá e fui para o banco, que fica na Asa Única. No ano passado, quando eu fui comprar o carro, eu tinha um dinheiro guardado e fiz um empréstimo do restante, porque eu não sou nenhuma Orleans Figueroa Bragança Albuquerque Scarpa de Abravanel. Era um empréstimo consignado, só que o desconto no meu pagamento estava me incomodando, então eu juntei mais dinheiro e fui quitar o empréstimo, na terça. Agora, eu já posso colocar aquele adesivo no meu carro "É véio, mas tá pago". Ai, tadinho do meu carro, ele nem é véio e nem merece um adesivo brega...
À tarde, eu passei no Economizatempo para pegar minha nova carta de motorista e isto foi rápido. Agora, eu sou um "perigo definitivo", como maldosamente me chamaram dia destes.
De lá, fui alugar vestido, porque vou ser madrinha em outubro. Era tanto babado, flor de tecido, vestidos com miçangas de várias cores diferentes em um vestido só, que meus olhos quase queimaram. Por que vestido de festa precisa ser tão cafona? Pra que tanto babado, minha gente? Eu vou ser madrinha de casamento, não dançarina de rumba!!! Por fim, achei um vestido um pouco mais discreto. Tem uns babadinhos pequenos no busto, que eu apelidei de merengue de uva (ah, o vestido é roxo), um detalhe em strass e só. É bonito.
Ah, e eu fiz tudo isto à pé e de ônibus, porque o pedreiro espalhou estruturas de ferro por todo o quintal e não tinha como eu sair com o carro. Noção não é pré-requisito para ser pedreiro. Andando pela rua que nós, o kit, descíamos voltando do Sesc, eu percebi como tudo mudou. Nem reconheci nada, era como se nunca tivesse passado por ali na minha vida. Minha mãe disse que eu não conheço mais a cidade porque não tenho mais saído à pé. A verdade é que eu não tenho feito muitos trajetos fora casa - trabalho - faculdade.

Marcadores: banco, carro, coisas que não entendo, divagações, neura, paranóia, trabalho, vaidade
Postado por
Josei e Kami Sal
às 1:03 PM


[ As Bizarras ]


[ Já passou... ]
dezembro 2005
janeiro 2006
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
junho 2007
julho 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008
julho 2008
agosto 2008
setembro 2008
outubro 2008
novembro 2008
dezembro 2008
janeiro 2009
fevereiro 2009
março 2009
abril 2009
maio 2009
junho 2009
julho 2009
agosto 2009
setembro 2009
outubro 2009
novembro 2009
dezembro 2009
janeiro 2010
fevereiro 2010
março 2010
abril 2010
maio 2010
junho 2010
julho 2010
agosto 2010
setembro 2010
outubro 2010
novembro 2010
dezembro 2010
janeiro 2011
fevereiro 2011
março 2011
abril 2011
maio 2011
junho 2011
julho 2011
agosto 2011
setembro 2011
outubro 2011
novembro 2011
dezembro 2011
janeiro 2012
fevereiro 2012
março 2012
abril 2012
maio 2012
junho 2012
julho 2012
agosto 2012
setembro 2012
outubro 2012
novembro 2012
dezembro 2012
janeiro 2013
fevereiro 2013
março 2013
abril 2013
maio 2013
junho 2013
julho 2013
agosto 2013
setembro 2013
outubro 2013
novembro 2013
dezembro 2013
janeiro 2014
fevereiro 2014
março 2014
abril 2014
maio 2014
junho 2014
julho 2014
agosto 2014
setembro 2014
outubro 2014
novembro 2014
janeiro 2015
fevereiro 2015
abril 2015
junho 2015
setembro 2015
outubro 2015
dezembro 2015
janeiro 2016
agosto 2016
maio 2020
março 2024
maio 2024
[ Musica ]

Blip Josei

Blip Kami Sal
[ Blogs favoritos ]
Muito Macho
Baiacus Cantores de Piraporinha
Encontre o peixe
Sentimentos Verdadeiros
Um Mundo Sem Noção
ISAC
Leis de Murphy
Ninguém lê esta porcaria
BHQ+
Orijinaru
Sorvete Napolitano
**Luty Kitty** Nyu!!
Tipo assim...
Miss Mymi
Frivolidades e Inutilidades
Coma Com Os Olhos
Gatos na Cozinha
Ponto de Fuga
Não bata no gatinho
Satisfeita Yolanda
Sócia da Light
Menina não pode
Receita Perfeita
Pitadinha
Gavilan
[ Flogs favoritos ]
Mundo Bizarro - o flog.
Picolé Napolitano
Flog da Luty
Toscosplay
Deviant Art
Mafia
Baby Mel
Pet Club
[ Sites ]
Mundo Bizarro no Orkut
SOS Anime
Sonando com KareKano
Shampoo.art.br
Henshin
Tomobiki-cho, The Urusei Yatsura Web Site
Friends the Stuff you've never seen
Central de Mangás
Um sábado qualquer
Lady's Comics
Manga Dream
Tsumi
Redisu
Anime Kawaii
Hinata Sou
Anime House
Anime Extremist
Shoujo House
Kawaii Screen
Neopets
AMV.org
Gendou
O Jovem Nerd
Nigthtsy
Anime Lyrics
LiveJournal Furuba
FanFiction.Net
FF-SOL
Click Jogos
Anime Blade
Anime Pró
Madame Malkins
Eu sou blogólatra!




[ Marcadores ]
"real e o sobrenatural"
acidente tosco
animais
anime
aniversário
apartamento
artesanato
banco
barata
biscuit
bizarrice
bizarrice IVCH
blogueira desaparecida
bonita história triste
campus reserva ecologica
Caramelo
Carnaval
carro
celular
Charlie Brown
churrasco
chuva
chácara
cinema
coisas que não entendo
comemoração
computador
culinária
desabafo
dialogo em família
dialogo
diálogo em família
divagações
doente
emo
especial de aniversário
estágio
faculdade
família
feriado
festa
flog
formatura
frase da semana
férias
gata
Gata-Vaquinha
gatos
gente chata
greve
hidroginástica
horário de verão
inseto
insonia
IVCH
jornalismo Mundo Bizarro
kit
Lady Murphy
lagartixa
leseira
livros
lost
Mamãe-Gata
mangás
máquinas
mimimi
música
nada
Natal
nerdice
neura
ônibus
Otaku Fest
outono
paranóia
pesadelo
pessoas estranhas
ponto de ônibus
presente
Quem procura acha aqui - ou não
reflexões inúteis
sonho
shopping
Sorveteria
SOS Anime
susto
televisão
template
teste
trabalho
trauma de infância
tristeza
vaidade
vergonha alheia
viagem
[ Midi ]
[ ... ]
Template by Kami Sal
Todos os direitos
reservados






