quarta-feira, maio 14, 2014
Se você acha que a vida começa aos 40, tenho más notícias: ela acaba aos 30. Cheguei a esta conclusão estes dias. Aliás, faz mais de um mês que eu mandei um e-mail para a Kami Sal dizendo que eu sentia que não estava vivendo, só existindo. Parece dramático, mas vou explicar como pensei nisto.
Acabou minha disposição. Só de pensar no tanto de coisas que eu conseguia fazer aos 20 e poucos eu já fico cansada. Teve uma época em que eu fazia 2 horas de musculação 4X por semana, 2 horas kendô 1X por semana, faculdade e trabalhos da faculdade, estágio de sexta à noite, aula durante o sábado inteiro, curso de espanhol, era professora voluntária aos domingos de manhã e ainda ia à exibição no domingo à tarde. Tudo isto, à pé ou de ônibus. Hoje em dia, praticamente só saio de carro, trabalho sentada 8 horas por dia, faço 50 minutos de hidroginástica, cochilo na hora do almoço e, à noite, quando chego em casa, só quero dormir. Às vezes, estou tão cansada que não tenho vontade nem de comer. Se eu não posso cochilar na hora do almoço, eu fico acabada o resto do dia. E se eu saio de domingo, eu fico acabada o resto da semana. Aquela eu super disposta de 20 e poucos anos acabou.
Acabou minha paciência para recomeçar. Aos 20 e poucos anos, eu trocava de emprego como quem troca de roupa. Contei para vocês minha trajetória profissional. Agora, tem dias em que eu até penso em prestar outro concurso, ir para outro emprego, mas me dá preguiça só de pensar em começar tudo de novo. A simples troca de departamento já tem sido extremamente estressante para mim e eu queria pular para aquela parte em que eu já sei fazer todo o serviço sem ter que ficar perguntando. Meu ânimo para ser aprendiz acabou.
Acabou minha tolerância com as pessoas. Ela nunca foi muito grande, não, mas ultimamente tem sido pior. Minha tolerância era próxima a zero, agora ela está abaixo de zero. Tudo o que os outros fazem é motivo para eu me irritar. Eu tenho que me controlar muito para não sair por aí, xingando e brigando. Também não tenho mais vontade de conhecer novas pessoas, pelo simples fato de que não tenho paciência para me adaptar a suas manias. Minha sociabilidade que já era pequena acabou.
Então, é isto. O futuro, depois dos 30, é sobreviver por aí, me arrastando pela vida até que um shinigami escreva meu nome em seu death note...
Marcadores: desabafo, mimimi, trabalho
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Josei e Kami Sal
às 10:42 PM

quinta-feira, maio 01, 2014
Neste momento da minha vida, coisas boas têm acontecido, mas eu tenho que mimimizar, porque eu não sou eu sem mimimi.
Depois de 4 anos, consegui uma promoção no meu trabalho. Muita gente lá mataria para estar no meu lugar. Pelo olhar de certas pessoas quando souberam da notícia, algumas, inclusive ME matariam para estar no meu lugar. Mas esta coisa boa que tanta gente quer, inclusive eu queria, trouxe um outro lado: eu tive que sair do departamento onde eu trabalhei durante 4 anos, onde eu tinha meus amigos, onde eu já conhecia todo o serviço, onde eu gostava de trabalhar. Eu nem lembrava mais como eu odeio começar num novo lugar, não entender nada, não saber o que fazer. Também nunca tinha saído de um lugar que eu gostava. Olha, foi um drama. Mas eu não podia dizer isto para ninguém de lá nem da minha família, então, eu só sorria e dizia como estava feliz, e deixava para chorar sozinha no conforto do meu refúgio antissocial. Não que eu não estivesse feliz, mas eu estava triste também. Acho que é difícil para os outros entenderem que eu posso estar feliz E triste a respeito da mesma coisa. No meio desta minha tempestade emocional, eu ainda tinha que ouvir vários colegas dizendo que era triste ir ao meu antigo departamento e eu não estar mais lá, e isto não me ajudava em nada. E para encerrar minha primeira semana com chave de ouro, ainda tive um problemão com uma pessoa de outro departamento, me descontrolei e acabei indo chorar no meu antigo departamento. Ou seja, crianças, como diriam as Pussycat Dolls, "But be careful what you wish for 'cause you just might get it". Agora, já estou bem, aprendendo o novo serviço e me adaptando ao novo departamento (e visitando meu antigo departamento todos os dias).
Aí, chegou o feriadão prolongadíssimo de Sexta-Feira Santa + Tiradentes. Disto Josei-tenshi não poderia reclamar, não é? Pois nunca duvidem do meu poder de reclamar. Porque eu fiquei muito mal de dor de cabeça, com direito a muito enjoo, uma pressão esquisita no peito e a sensação que tinha alguém me enforcando enquanto eu dormia. E a encontrar a razão personificada do mimimi que eu contei no parágrafo anterior.
E tem outra coisa que não é motivo de reclamação, também, mas eu reclamo: minha parede amarela, na sala do meu apartamento (aka refúgio antissocial). Ela não tem nada de errado, está lá, amarelinha bem clarinha, da cor que eu escolhi e acho que ficou muito bem, porque iluminou o apartamento. Mas ela está muito vazia, e isto me irrita toda vez que eu olho para ela. Mas a solução está próxima: saí no feriado e comprei 2 quadros grandes para ela. Só falta colocar na parede.
Para encerrar este post choroso, um Diálogo em família:
Marcadores: apartamento, diálogo em família, doente, emo, feriado, mimimi, novidade, trabalho
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Josei e Kami Sal
às 8:10 PM

segunda-feira, janeiro 20, 2014
E aí, quando você pensa que nada mais estranho pode acontecer, descobre que as crianças que dizem que o cachorro comeu a lição de casa podem não estar mentindo.
Depois de dias, semanas, meses de sofrimento e tristeza, trocando alegria pelo vil metal, finalmente, em dezembro chegaram minhas férias. Como sou uma adulta responsavel (sério, não quero mais brincar disso! Mas parece que ser adulto é uma jogo tipo Jumanji: coisas novas e apavorantes a cada rodada e você tem de jogar até o final), aproveitei para licenciar o carro, leva-lo para a revisão e abasteci. Tudo lindo, tudo certo, estacionei o greenleaf na garagem e fui curtir a vida adoidado (só que não). Então, num lindo dia do ano novo, Mama-san vem perguntando se eu gosto mais do carro ou da cachorra. Aí, descubro que a cachorra comeu um pedaço da fiação do carro. Afortunadamente, eram as luzes trasseiras. Nada fatal para nenhum dos lados envolvidos, mas que garantiu uma bela história para o mecanico contar a seus netos. Depois disso, ela ainda mastigou a letra A do teclado...
Depois disso veio a volta ao emprego e a pior semana de todos os tempos, a semana da segunda-feira 13!!! As pessoas falam muito da sexta-feira 13, mas segundas 13 são infinitamente piores e se estendem pelos outros dias da semana. Pelo menos, a sexta acaba e vem o fim de semana. A segunda não. Você tem de suportar a terça, quarta, quinta e a sexta antes de ter um momento de paz. Na segunda, papai conseguiu bater o carro e dar perda total. Na terça, fiquei sabendo que teria de trabalhar na sexta a noite. Na quarta, acordei com o olho esquerdo inchado e roxo e tive de pagar uma consulta de emergencia no oftalmologista: estou com uma inflamação numa glandula da palpebra ou, popularmente, terçol. É claro que isso resultou em um colirio, compressas quentes que eu deveria fazer a cada três horas (o que é impossivel se você trabalha) e minha primeira licença médica. Na quinta, não lembro de nada tragico ter acontecido, mas estava tão mal que nem lembrei de ligar o rádio na volta para casa. E claro, na sexta a noite tive de trabalhar.
E no meio de tudo isso, ainda mudamos de internet. Ufa, mas que semana!

Eu tenho meu estilo roqueira:
Marcadores: animais, bonita história triste, gente chata, mimimi
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Josei e Kami Sal
às 3:51 PM

segunda-feira, dezembro 23, 2013
Existe no imaginário da população a crença de que funcionário público ganha muito e trabalha pouco. Eu só queria dar uma amostra grátis da minha vida de funcionária pública para estas pessoas para elas verem que não tem nada de verdade nisto. O lugar onde eu trabalho entra em recesso, como eu digo todos os anos, o que significa que só está funcionando meio período. Mas até agora, eu não consegui usufruir do benefício. Quarta, eu trabalhei mais do que se estivesse em jornada normal, porque saí às 18h e tive menos tempo de almoço.
O emprego foi um dos motivos pelos quais eu não posto há quase 2 meses. O outro é, vocês já devem imaginar, o apartamento. Agora, finalmente, eu consegui tirar tudo de caixas e colocar em seus devidos lugares, porque vieram montar meu armário de cozinha. Para ficar tudo perfeitinho, só falta o armário da área de serviço, o box e a porta entre a lavanderia e a cozinha, mas ninguém se interessa em fazer os vidros. Devem estar distribuindo dinheiro, por isto, as pessoas não precisam mais trabalhar. Só isto explica o quanto as pessoas têm recusado trabalho.
O outro motivo de eu não ter postado é a preguiça, mas esta me acompanha desde que eu nasci. Prova disto é que eu nasci num mês de férias.
Este ano, eu decorei meu apezinho para o Natal!!! Comprei uma árvore, enfeites rosa e prata, e coloquei uma cascata de pisca-pisca na janela. Gostei!!! A frente do condomínio também foi decorada com luzes, mas eu só vi uma vez, porque meu bloco fica muito longe da portaria.
Num outro post, eu escrevi sobre coisas que eu descobri morando sozinha. Nesta semana, eu aprendi mais 1: as embalagens de comida são feitas para "famílias doriana", com pai, mãe e 2 filhos. Quem mora sozinho tem que ficar uma semana inventando receitas com aquela lata de qualquer coisa que não acaba nunca, e ainda tem o risco de, durante o processo, a comida estragar. Foi assim que eu passei uma semana comendo variações de comidas com milho verde, e que, ao chegar em casa, certo dia, descobri que tinha 2 pacotes abertos de pães mofados e um pãozinho francês duro.
Lembram que eu falei da Louca das Plantas? Pois ela se despede deste blog onde teve seus 15 minutos de fama, porque a mãe dela, que era quem realmente morava no condomínio, se mudou. Mas antes de partir, eu a vi, um dia, contando para uma vizinha que alguém tinha mexido numa planta do condomínio e que ela ligou para todas as pessoas do bloco para saber quem foi. Uma fofa. Ah, e ela parou na minha vaga, no fim de semana passado, e eu deixei um singelo bilhetinho no para-brisa dela, avisando do "engano". Ela renderia boas histórias para o MB, mas...
Eu achei que seria mais divertido ir de carro para o trabalho todos os dias, mas não é. É rápido, mas é tenso, eu pego um congestionamento cão e parece que em casos de trânsito encalacrado, cada um quer mostrar o pior de si, os motoristas, ciclistas, pedestres e, principalmente, os motociclistas. Se o transporte público não fosse tão ruim, eu voltaria, tranquilamente, à minha vidinha de ir para casa ouvindo música no meu mp4 e olhando pela janela sem me preocupar com nada.
Marcadores: apartamento, carro, gente chata, mimimi, Natal, trabalho
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Josei e Kami Sal
às 7:41 PM

segunda-feira, dezembro 16, 2013
O que acontece é que, geralmente, não tenho tempo de escrever um post inteiro de uma vez. Aí, escrevo um pedaço e deixo para terminar depois. Quando chega o depois, releio o que estava escrito acho uma droga, apago tudo e fico sem nada para publicar. Quantas vezes será que já tentei escrever esse post?
Por isso que as resenhas são mais fáceis. Leio o livro e escrevo a resenha. Quando vou passar a limpo, é claro, acabo dando uma mudadinha aqui, uma mudadinha ali, mas no geral ainda é o mesmo texto. Outro grande problema que não acontece com as resenhas é eu esquecer tudo que ia escrever. Eu até tento manter o caderno da maldade por perto, mas não é tão fácil quanto parece puxar uma caderneta do nada e anotar alguma coisa sem chamar atenção. Tá, eu poderia usar o celular e disfarçar dizendo que estou respondendo uma mensagem. Isso até melhoraria minha velocidade de digitação. No entanto, quem assistiu ou leu Mirai Nikki (Diário do Futuro) há de concordar comigo que, talvez, usar o seu celular para fazer um "diário de coisas bizarras" possa não ser a melhor idéia. Como diria a Bradesco Seguros, "vai que...".
E pra fechar, mais um Diálogo em Família:

Caminhei nas horas:
Marcadores: diálogo em família, mimimi, reflexões inúteis
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Josei e Kami Sal
às 5:52 PM

sábado, setembro 07, 2013
Voltei!!! Não tive uma overdose de maracujina (isto existe?) depois daquele meu siricotico, até porque eu uso mais como uma muleta psicológica do que eu tomo, mesmo. Mais ou menos assim: "estou um pouquinho ansiosa. Mas eu tenho maracujina, então, se eu me sentir pior eu tomo. Eu nem estou tão mal assim, ainda". E aí que eu acabo não tomando.
O apartamento... Eu jurava que já tinha escrito aqui sobre o dia em que foram fazer o orçamento da cozinha planejada, mas procurei e, pelo jeito, não fiz. Bom, só sei que demorou mais de um mês até eu assinar contrato. E vão demorar mais 3 meses para ficar pronto. Eu também comprei banquetas e um sofá, que já estão lá. As banquetas, eu levei de carro. O sofá chegou no sábado re-retrasado. Eu achei que ia ficar o dia plantada lá esperando, tanto que eu estava levando meu notebook com modem 3G e meus apetrechos de manicure para passar o tempo lá. No fim, quando eu estava saindo de casa, o entregador ligou que já estava no condomínio e que iria embora se eu não aparecesse logo (sim, eles fazem ameaça!!!). Cheguei lá em 5 minutos. Aproveitei a viagem para levar umas coisas que andei comprando, porque o quartinho assombrado, onde eu estou estocando minhas coisas, já estava lotado. E agora, está lotado, de novo, porque depois disto, já comprei o jogo de panelas e uma televisão.
Mas sabe qual é a parte ruim da coisa toda? É aguentar comentário maldoso. Para chegar comprar o apartamento, eu vou completar bodas de prata com o banco, e, para mobiliá-lo, eu passei um ano sendo econômica para guardar dinheiro. Aí, nego fala como se eu tivesse conseguido por meios ilícitos. Também fazem comentários maldosos sobre a viagem que eu fiz no ano passado. Será que vou ter que distribuir gatinhos aos parentes, para eles cuidarem de todas as 7 vidas do bichinho e pararem de cuidar da minha?
Falar de mim é fácil, quero ver quem quer sair da sala para beber água e ver que tem um caixão na escadaria do seu local de trabalho. Pois eu vi. E eu também fico com barulho de carro de som na cabeça, porque todo mundo ama fazer manifestação em frente ao meu trabalho. E não consigo me desligar nunca, porque falam do meu local de trabalho na TV e nos jornais quase todos os dias. Ainda estão achando que eu ganho dinheiro fácil?
Ah, e teve aquele dia, também, em que eu estava indo para o trabalho e tinha um mendigo bêbado no ônibus. Aí, ele ficou falando de mim para os outros passageiros. O que, eu não sei, porque estava de fone, mas ele ficava falando e apontando para mim. Eu estava num dia "ótimo", sentindo os efeitos colaterais dos 3 remédios que estou tomando por causa de uma sinusite, o que, no fim das contas, não era tão ruim quanto ter passado 3 dias com tanta dor de cabeça e no rosto que eu não conseguia nem pensar.
Enfim, apenas minha vida sendo minha vida. Espero estar menos mimimi no meu próximo post...
Marcadores: apartamento, bizarrice, desabafo, família, gente chata, IVCH, mimimi, ônibus
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Josei e Kami Sal
às 4:29 PM

sexta-feira, junho 28, 2013
Comecei a semana virada do avesso de cólica; teve greve de ônibus; encontrei todos os exus possíveis; levei esporro do meu pai, sem motivo, logo de manhã; minha encomenda fica passeando pela cidade todos os dias e nunca é entregue; tive uma discussão surreal com a minha mãe por causa de compra de fogão e geladeira; agora, estou com sintoma de ansiedade. Tá bom ou quer mais? Como meu irmão levou a maracujina embora (porque era dele), vou postar para ver se melhoro.
Eu vou e volto do trabalho à pé, todos os dias. Na ida, eu faço trajeto bairro-centro e, na volta, óbvio, sentido centro-bairro. Todos os dias, quando estou indo, vejo o trânsito congestionado no sentido bairro-centro, o que faz sentido, já que a maioria dos locais de trabalho ficam no centro ou na Asa Única, caso em que as pessoas têm que atravessar o centro, se saírem do meu bairro. O que eu não entendo é que, quando volto para casa, horário em que a maioria das pessoas também sai do trabalho, o congestionamento também é no sentido bairro-centro. Isto me deixa muito intrigada...
Dia de Santo Antônio passou, achei uma medalhinha folheada a ouro no meu bolo. No dia seguinte, estou esperando o ônibus e quem surge? Rachid. Ainda mais abusado. Chegou querendo dar beijinho no rosto. Gente, se vocês soubessem como eu odeio gente estranha encostando em mim... Dei um passo enorme para trás. Ele chegava perto e eu andando de costas pela calçada. Meu ônibus chegou logo, mas ele também entrou. Sentei num banco escondido, coloquei os fones e fiquei de cabeça baixa. Cheguei ao trabalho e falei que precisava não de uma medalhinha de Santo Antônio, mas de uma medalhinha de São Jorge, para me livrar dos dragões.
Por falar em dragões, assisti o filme "Quero matar meu chefe", um dia em que a operadora de TV a cabo ficou boazinha e liberou os Telecines e HBOs para os reles mortais. Logo no começo do filme, um incauto funcionário está levando um esporro daqueles porque chegou 2 minutos atrasado. E ele era um funcionário que sempre chegava mais cedo e não reclamava de ficar um pouco mais. Eis que eu me recordo de um fato de quase 4 anos atrás (agora já passou bastante tempo, eu já posso contar e até rir do ocorrido): cheguei ao Aquária adiantada, como fazia todos os dias, e sentei no refeitório para tomar um cafezinho e conversar com Chefe 1. Quando vimos, já eram 8h. Subimos para a sala e chegamos às 8:02, ou seja, 2 minutos atrasados. Levamos um esporro homérico de Chefe 3, junto com meus outros colegas, que chegaram ainda mais atrasados, e ela ainda informou o superior dela sobre isto. Na hora, eu fui para a copinha para tomar água lentamente e me acalmar, antes que eu perdesse a boa de vez e pedisse exoneração. Mais tarde, o esporro virou a piada do Aquária, porque todo mundo ficou sabendo e achou a reação de Chefe 3 desproporcional. Enfim, quando eu assisti a cena no filme, na hora eu me identifiquei.
Marcadores: coisas que não entendo, desabafo, família, gente chata, greve, mimimi, neura, ônibus, televisão, trabalho
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Josei e Kami Sal
às 8:26 PM

sexta-feira, junho 14, 2013
Sentiram falta do meu lado Josei-mimimi-a-vida-não-presta? Acho que não, mas ele voltou e ele é como aquela visita inconveniente: chega sem mais nem menos, entra sem ser convidado e ainda vai botando os pés na mesinha de centro. Porque minha vida não seria minha vida se eu não reclamasse.
Depois dos momento belezura da reforma, escolher coisas bonitas, cores e ver tudo bonitinho, vem o lado bucha: limpar a sujeira que sobrou da coisa toda. Meu piso tem baixo relevo e o rejunte grudou nele. Cada fim de semana é uma tentativa nova e emocionante de tirar aquela porcaria de lá. No sábado passado, eu limpei com palito e escova de dentes, peça por peça de piso. Notaram meu desespero? Acabei desistindo depois limpar o quarto maior e de metade do corredor. Ainda assim, estou com dor nos joelhos até hoje, por ter ficado sentada o dia todo no chão. Ah, respondendo à pergunta da mdom, o Amor é na sala, não no quarto. O quarto é Chuva de Ametistas.
Tem também os prestadores de serviço. Meu medo era do azulejista ficar dando palpite na obra e não fazer tudo como eu queria. Felizmente, ele seguiu minhas instruções à risca. Problema mesmo foi o chaveiro. Eu queria instalar duas trancas na porta. Ele falou que não, porque ninguém faz isto. Só tenho 2 observações a respeito: 1)já vi muitos apartamentos com 2 trancas. 2)o apartamento é meu, quem estava pagando o serviço era eu e se eu quisesse 10 trancas, 20 trancas, 80 trancas na porta, ele tinha que por, simples assim. No fim, acabei contratando outro que fez o serviço como eu queria. (*mimimi Josei sinhazinha, classe média sofre*).
Mas nem todos os problemas do mundo são reforma, ou reforma acabaria e viveríamos no mundo perfeito. Tem o meu ímã de exu, também. Estava eu indo esperar o ônibus para ir trabalhar depois do almoço, quando avisto um senhor de mais de 65 anos, com cabelos e bigode tingidos de preto graúna no ponto de ônibus. Logo me veio à cabeça o nome Rachid, porque sou destas que dão nome a desconhecidos. Pessoinha antissocial que sou, parei a alguns metros de distância. Não teve jeito: ele veio falar comigo. Não sei se eu fiquei mais enjoada pelo perfume ou pela conversa dele. Começou a perguntar sobre mim e eu dava respostas bem evasivas, me convidou para tomar cerveja e eu disse que não bebo cerveja. O sujeito ainda me olhava de cima a baixo com cara de "quero te comer". Gente, eu tava de calça jeans e um blusão de moletom, não tinha nem como dizer que era culpa da minha roupa provocante!!! Aí, ele falou que não ia pegar ônibus X, porque dava muitas voltas. Respirei aliviada, porque era justamente o ônibus que eu ia pegar. Ônibus X chega, eu vou entrar nele e Rachid diz que também vai pegar este ônibus. No auge do desespero, eu digo "mas o outro ônibus já vai passar, ele é bem rapidinho!!!" Não teve jeito, Rachid pegou o mesmo ônibus que eu, mas entrou por outra porta. Eu entrei, fiquei perto da catraca, coloquei fones de ouvido e fiquei olhando com cara de peixe para a janela. Acho que aí Rachid entendeu que eu não queria papo. Perspicaz, não?
Sozinho: adj (só+z+inho) 1 Absolutamente só; abandonado. 2 Único.. Comecei o parágrafo com esta definição do dicionário Michaelis, porque parece que as pessoas não sabem o que a palavra "sozinho" e sua flexão no feminino, "sozinha", significam. Primeiro, foi minha viagem sozinha, que especularam que era uma viagem com meu amante secreto. Agora, porque eu vou morar sozinha, já estão inventando que eu só posso estar fazendo isto porque estou namorando alguém e ele vai morar comigo/fazer do meu apartamento o lugar do nossos encontros tórridos. Acho que isto é tudo culpa da máquina de lavar. Se as pessoas precisassem lavar roupas à mão, não teriam tempo de cuidar da minha vida.
Marcadores: apartamento, bonita história triste, desabafo, gente chata, IVCH, mimimi, ponto de ônibus
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Josei e Kami Sal
às 1:27 PM

quinta-feira, junho 06, 2013
Se você parar para pensar, vai perceber que a vida é uma droga por causa de pressões e problemas que realmente não importam. Mesquinharias sem sentido que nos obrigamos a tolerar para manter aparencias com as quais, na verdade, bem lá no fundo do grande poço que somos e escondemos nossa verdade, não nos importamos nem uma bolinha de pó. Algumas pessoas acham que atrapalhando os outros, serão melhores, mais importantes. Besteira. Quanto mais tentamos diminuir os outros, mais infimos ficamos e maior a conta que teremos de pagar mais adiante. Porque feliz e infelizmente, o universo sempre cobra seu preço e paga suas contas.
Então vamos ao que é realmente importante na vida: gatos! Apesar de quando ganhei minha primeira gata, ter mandado castra-la para não ficar com a casa cheia de gatos e virar a velha louca dos gatos, o número de gatos na minha humilde residencia continua aumentando. Final do ano passado, apareceu o Probleminha. Gatinho fofo, fofo, fofo. Em janeiro, em meio a enxurrada, surgiu uma bolinha de pêlos branquinha e molhada. O plano era cuidar dela alguns dias e depois coloca-la para adoção. Já fazem 5 meses que a Yoda está em casa e, agora, já faz parte da família. Estou um gato mais proximo de ser a velha louca dos gatos.
Enquanto isso, estou novamente e de novo pensando em assassinato. O problema do assassinato é que é ilegal e pecado em quase todos os paises e religiões. Sinceramente, acho que seria melhor se as pessoas percebecem que não estão agradando e se recolhessem a sua insignificancia, de preferencia bem, mas bem longe de mim. Sinceramente, estou cansando de ser boazinha. As pessoas não sabem como eu sou quando quero ser má. Não darei treguas aquela tonta da Maria do Bairro!!!
E nesse periodo coisas ruins, mas que não são culpa de ninguém também aconteceram. Minha cachorrinha desmiolada nos deixou e foi para o Alaska. Mas pra não dizer que a vida é só tristeza, Mamãe ganhou uma nova cachorrinha do veterinário.
E para terminar, mais um emocionante dialogo em família:
Mama-san: "Ele mora do lado da igreja que não funciona."
Pois é, né?Marcadores: animais, diálogo em família, gatos, gente chata, mimimi
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Josei e Kami Sal
às 7:07 PM


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