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terça-feira, maio 15, 2012
Que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura
No meu último post eu estava me sentindo tão rebelde que até esqueci de comentar um momentinho bizarro do meu dia. Estava eu sozinha, na minha sala de trabalho, quando ouvi um grito de passarinho. Quando olhei, tinha um bem-te-vi na janela, e ele continuou gritando histericamente para dentro da sala. Ele não estava cantando lindamente, como seria num filme de princesas Disney. Na verdade, o momento foi meio como se Hitchcock tivesse dirigido Branca de Neve.
Por falar em gritos histéricos, meu vizinho continua se achando o Régis Danese. Um dia, chegando do trabalho, ouvi-o cantando e pensei: "puts, este cara é chato..." No mesmo instante, ele se afogou e parou de cantar. Tenham medo, muito medo do poder da minha mente...
Eu não sou de ouvir conversa dos outros mentira, eu sou sim, mas eu estava esperando ônibus e tinha dois caras conversando do meu lado, falando como nerds legais, e isto me chamou a atenção. Um deles tinha sido flechado pelo sr. Cupido e estava todo apaixonadinho pela namorada. O outro achou que ele traiu o movimento nerd e ficava fazendo comentários muito engraçados anti-relacionamentos amorosos. Fiquei 10 minutos ouvindo os moços e quase perguntei se eles queriam ser meus best friends forever.
Vocês já notaram que a estratégia de vacinação contra gripe é muito equivocada? Eles vacinam bebês e idosos. Bebês e idosos não tem tantos contatos sociais quanto as outras faixas da população. Se uma pessoa de outra faixa etária fica gripada (como eu estou), contamina seus colegas de trabalho (coisa que eu já fiz, pelo jeito), que contaminam suas famílias, que contaminam seus colegas de trabalho e de escola, num ciclo sem fim de disceminação de vírus, até que toda espécie humana seja dizimada ou fique de cama atrasando seus compromissos e paralisando o país. Precisam rever issoaê...
Toda esta reflexão sobre a vacinação anti-gripe na sociedade capitalista do século XXI se deu porque eu estou gripada. E como mulher moderna que trabalha, estuda e paga as próprias contas, eu não tive tempo para desfrutar do sagrado direito de dormir o dia inteiro. Esperei ansiosa pelo fim de semana, mas meus compromissos familiares também não permitiram. Dizem que o que cura gripe é repouso. É por isto que quando eu fico gripada, os vírus se instalam, constroem condomínios, escolas, hospitais, avenidas, viadutos, um clube de campo, e decidem que não vão mais embora.

Marcadores: bizarrice, doente, gente chata, IVCH, nada, ponto de ônibus, reflexões inúteis
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Josei e Kami Sal
às 8:48 PM
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sexta-feira, maio 11, 2012
Sexta de livros
Você não está sozinho, mas quanto aguenta correr?
O livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, narra a primeira aventura do simbologista Robert Langdon. Aí você está pensando "ah, mas eu já assisti o filme e conheço a estória" e eu lhe digo: não é bem assim. O começo do livro é completamente diferente do começo do filme.
O livro começa com Robert Langdom sendo acordado às 5:30 da manhã por um total sem noção que quer falar sobre iluminatis e assassinatos com um professor de história da arte e ainda por cima lhe manda a foto de um cadaver. O sem noção em questão é o diretor do CERN, que nem aparece no filme diga-se de passagem. Ele leva Langdom para ver o cadaver de Leonardo Vetra onde se encontra um ambigrama perfeito da palavra Iluminati.
A partir daí, Vitória Vetra (a filha adotiva de Leonardo) aparece, eles descobrem que a antimateria foi criada, pode destruir uma pequena cidade ou país e que ela foi roubada. O vaticano liga para o CERN com o intuito de avisar que há um tubo misterioso com o logotipo do CERN escondido em algum lugar da cidade/país. Langdon e Vitoria partem em sua busca pelo caminho da iluminação tentando impedir a morte dos cardeais e capturar o assassino para que ele diga onde, quando, como e porquê a antimateria está escondida no Vaticano.
No final, você vai notar que o livro e o filme contam a mesma estória mas de formas bem ddiferentes. Eu, pessoalmente, prefiro o livro.
Trecho para degustação: "Da tumba terra de Santi com a cova do demônio/ Através de Roma se estendem os místicos elementos./ O caminho da luz está preparado, o teste sagrado,/ Que os anjos o guiem em sua busca sublime."

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 7:09 PM
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terça-feira, maio 08, 2012
Mas eu não posso comprar de volta o ontem
Eu nunca serei uma consumidora compulsiva. Não tenho a menor paciencia para ficar de loja em loja escolhendo, não consigo deixar de pensar na relação custo beneficio e minha noção de estética sempre é muito diferente da moda vigente (até porque geralmente essas modas são ditadas pelas novelas ruins da globo e eu as odeio). Isso se manifestou mais uma vez na compra dos novos óculos. Foram dois dias andando por praticamente todas as óticas da cidade sem gostar de nada. Por fim, acabei comprando um que é muito semelhante ao anterior.
Mas a consulta no oftalmologista (obrigada doutor por dizer "nossa, como o tempo passa" ao invés de "você está seis anos atrasada para sua consulta anual") que rendeu a torca dos óculos foi totalmente motivada pela necessidade de renovar a CNH e a esperança de um dia quiçá talvez comprar um carro. E lá fui eu ao Economizatempo para a renovação. O exame médico parecia uma coreografia de axé: braços pra frente, abre e fecha as mãos, braços abertos feito o Cristo Redentor, pra cima e pra baixo, agacha e levanta, mostra uma canela, depois a outra e tudo rapidinho. Ufa! Aliás, nunca entendi qual é a de mostrar a canela. Será que é pra ver se eu tenho uma perna mecanica, oh? Bom, agora minha CNH tem uma foto ainda mais feia em que pareço um figurante zumbi perdido de Walking Dead e é válida por mais 5 anos. Agora só falta o carro.
Falando em séries, não sei se cheguei a comentar aqui no MB, mas na Chacara dos Ventos Uivantes (onde morei a maior parte do ano passado) não havia sinal de TV. Então no final de dezembro quando voltamos para casa, não tinhamos mais antena porque ela não resistiu a mudança do telhado, mas de tão acostumados que estavamos a não assistir TV fomos adiando a compra da nova antena até meados de abril. E então eu percebi que não via mais graça nenhuma em assistir TV... Até que ele apareceu: Doctor Who! Acontece que, antes de Doctor Who, passa Inglês com Musica que é um misto de aula de inglês, programa de auditório, game e tradução tendo como tema uma musica por semana e meu cérebro é muito bom em parear estimulos. Ou seja, toda vez que ouço ou lembro da musica de uma das musicas do programa, o doutor surge na minha mente e toda vez que vejo o doutor começo a cantar uma das musicas... Eu não me aguento.
Mas a série é muito boa mesmo. Quem quiser saber um pouquinho mais sobre Doctor Who, pode começar por aqui.

Viajar na TARDIS? Opa, pra qualquer hora e qualquer lugar!
Doctor who? Just the Doctor:
Mokona-sama: Acho que eu ia gostar desse cobertor. Até que Delírios de Consumo de Becky Bloom" é um livro surpreendentemente bom.
Stafora-ni: Esperamos que sim.Marcadores: divagações, mimimi, televisão
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Josei e Kami Sal
às 7:24 PM
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sábado, maio 05, 2012
Certos dias de chuva, nem é bom sair de casa
Sabe uma coisa que você compra achando que nem precisa e, no fim, fica se perguntando como vivia sem? Então, este é o meu cobertor de mangas, que eu vi em um episódio de The Big Bang Theory, comprei meio para fazer uma gracinha e, no final, estou achando muito útil. Por exemplo, estou digitando este post enrolada nele. Ele junta o útil, que é me manter aquecida, com o desagradável, que é fazer trabalho da pós. Ou pode unir ao agradável, que é usar o notebook, o controle da TV ou ler um livro.
Tem uma casa da minha rua que tem o que eu chamo de "maldição gospel". A antiga moradora cantava músicas da Aline Barros, aos berros, domingo de manhã. Talvez eu já até tenha falado mal dela no MB. Umas 4 famílias depois (ninguém para muito naquela casa. Deve ser por causa da maldição), vem um sujeito que se acha o calouro gospel do Raul Gil. Minha casa é longe da dele, mas quando ele canta (ou tenta fazer isto), é como se ele estivesse no meu quintal. Sério, ele não tem noção do quanto é chato. Quando este povo vai perceber que gritar uma música não é o mesmo que cantar bem?
No meu último post diarinho, eu disse que no feriado prolongado de primeiro de maio não teria festas e eu ia descansar.Hahaha... No sábado, tive aula. No domingo, teve almoço na casa da minha tia e jantar com os colegas do Teto Convexo. Na segunda, eu fiz comprinhas e trabalhos da pós. Só na terça eu descansei.
Mas vamos falar do domingo à noite, que foi quando as coisas postáveis aconteceram. Eu já tinha ido à casa daquela colega, mas quem disse que eu lembrava o caminho? E então, quem poderia me ajudar? Felipe, o GPS. No meio do caminho, ele se soltou do para-brisa e, quando eu fui pegar, apertei sei lá o que e comecei a ouvir instruções de uso do GPS. Andei perdida por algumas quadras, aí, ele voltou a me guiar. No jantar, com as colegas de sempre e mais 2 novatos, comemos lasanha e jogamos Imagem & Ação. Descobri meu dom de adivinhar palavras estranhas por mímicas bizarras. Na hora de ir embora, estava chovendo torrencialmente, era noite, eu estava num lugar desconhecido e teria que passar pela favela para ir para casa. Ainda assim, achei que conseguiria me virar sem o Felipe. "Gênia"!!! Rodei por alguns metros sem saber onde estava e sem nem enxergar direito a rua, aí, desisti de ser orgulhosa e liguei o GPS. Passei pelo baixadão da favela correndo (e lembrei do meu instrutor da auto-escola dizendo "em caso de chuva, reduza a velocidade e redobre a atenção" e respondi mentalmente "ah, foda-se"). E eu achei que isto tinha sido toda minha aventura, até eu contar para uma pessoa e ela me lembrar que aquele baixadão é área de alagamento e me chamou de louca, por me arriscar assim. Eu até tinha visto a placa quando passei lá na ida e reparei que o carro espirrou muita água, mas não fiquei afogada lá, então, tudo bem, né?

Marcadores: carro, chuva, desabafo, feriado, festa, gente chata
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Josei e Kami Sal
às 2:36 PM
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terça-feira, maio 01, 2012
Senhor Carteiro, olhe e veja se há uma carta em sua bolsa para mim
E mais um mês começa e já estou ficando se ideia do que escrever aqui...
O quinto mês do ano, como todos sabem é maio e temos o dia das mães então para resolver o dilema de que midi e qual doll colocar joguei toda responsabilidade nas costas pedi para minha mãe escolher. E o resultado é que as dollzinhas estão com roupa de inverno já que está bem friozinho e a midi é Please Mr. Postman. Um clássico.
Inté.

Marcadores: novidade
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Josei e Kami Sal
às 7:25 PM
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