sexta-feira, novembro 30, 2012
Vinho tinto, dores de cabeça, mitologia
Ah, meu terceiro dia de viagem... Acordei às 6h da manhã porque o ônibus da agência de turismo passou às 7h para me buscar no hotel. Eu poderia falar das belas paisagens da rodovia e das hortênsias que a ladeiam, mas eu não vi nada disto porque dormi até chegar ao primeiro destino do nosso passeio, Caxias do Sul. Nesta cidade, visitamos a Igreja de São Pelegrino, com pinturas lindíssimas no teto e uma réplica da Pietá. Aproveitei o ensejo e rezei para parar de chover. São Pelegrino falou com seu compinha São Pedro e nas paradas seguintes já não chovia mais.
Partimos para Carlos Barbosa, conhecida como a cidade que tem a faca e o queijo na mão, por ter uma enorme fábrica de utensílios de cozinha (opa, sem propagandas gratuitas no blog) e se produz queijo. Visitamos uma enorme loja de fábrica de utensílios de cozinha. Eu achei meio "boring", mas teve gente que saiu de lá com jogo de panela, faqueiro, conjunto de sobremesa... Bem na frente da loja estava nosso outro "ponto turístico", a Fetina di Formaio. Provei vários tipos de queijo da região e um vinho orgânico delicioso. Este vinhozinho foi só o começo...
De lá, fomos para Bento Gonçalves, para conhecer a Vinícola Aurora. Muito interessante saber sobre o processo de fermentação, e os tipos de uva, e como Dionísio acabou peladão e com 2 garrafas de vinho nas mãos, e talz, mas o que eu todos estávamos esperando estava na última sala: degustação de vinhos. 4 taças, meus amigos. Tinto seco, tinto suave, branco suave e espumante. Depois disto, nada mais me lembro... Brincadeira!!! Depois disto, fomos almoçar e embarcar na Maria Fumaça.
Logo na estação de Bento Gonçalves, ganhamos uma tacinha de vinho. Durante o percurso, houve apresentação de música italiana e gaúcha, teatro cômico e dançamos música italiana. Sim, dançamos, eu participei...
Chegamos à estação de Garibaldi, onde fomos recebidos com música italiana e muito espumante. Tá, eu também tomei uma tacinha de suco... Mas tinha muito, muito espumante... Na despedida, todos cantamos e dançamos "La bella polenta" (muitos ml de vinhos e espumantes depois, todos sabiam falar italiano. Incrível.) e voltamos para o trem.
Seguimos para Carlos Barbosa, onde nosso ônibus nos recolheu e levou para Nova Petrópolis. Conhecemos a linda Praça das Flores, em que fica o Labirinto Verde. Acho que fui a única do meu ônibus que se arriscou a atravessar o labirinto. Muitos erros e risadas depois, consegui escapar sã e salva.
Acabou-se o passeio do dia e eu voltei para o hotel. Jantei e passei a noite quietinha no quarto, assistindo Alvin e os Esquilos 3, morrendo de dor de cabeça. Certeza que foi a água mineral de copinho que eu tomei no ônibus. Água mineral de copinho faz um estrago...
Amanhã, eu volto com o penúltimo dia da viagem. Não tão alcoolico, não tão diversificado, mas com seu charme natalino.

Dionísio, este safadeenho...
Marcadores: chuva, férias, viagem
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Josei e Kami Sal
às 6:21 PM
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quinta-feira, novembro 29, 2012
Férias para passar sozinho
Acharam que eu não viria hoje contar sobre meu segundo dia de viagem, né? Pois é, eu também. Estou com um sono que não é normal para quem está de férias e acordando mais tarde do que de costume. Mas vamos lá, no segundo dia foi quando eu fiz, com a empresa de turismo, o tour Gramado-Canela. Detalhe: choveu a manhã toda. Em Canela, fomos ao:
Mundo a Vapor: é um museu sobre máquinas a vapor, cheio de maquetes de olaria, usinas, siderúrgica, etc., que funcionam de verdade. Nós até ganhamos um papel que é feito na mini fábrica de papel. Na fachada, tem a simulação de um acidente que aconteceu em Londres, em que um trem perdeu o freio e ficou pendurado para fora do prédio da estação.
Parque do Caracol: é onde fica a cachoeira do Caracol. Coisa mais linda. Uma pena que estava chovendo e não deu nem para fazer trilha nem para descer a escada com altura equivalente a um prédio de 36 andares (sim, eu queria fazer isto). Mas deu para ver o parque de cima, do observatório e para flagrar uns quatis no meio do mato.
Voltamos para Gramado para almoçar. Comi marreco. Tem gosto de frango, porque, bem, é uma ave... Depois, continuamos nosso tour pelas atrações de Gramado, que foram:
Mini Mundo: nunca disse isto, mas eu sou a louca das miniaturas e maquetes. Não, acho que disse isto no meu post sobre minha entrada no Aquária. Enfim, o Mini Mundo é, como o nome diz, um mundo em miniatura. Muitas, muitas, muitas maquetes, a coisa mais fofa do mundo!!! E tudo muito detalhado, com bonequinhos formando cenas, alguns efeitos de som, luzes e fumaça. Amei!!!
Lago Negro: também é um parque, cheio de flores e com pedalinhos no lago. Também tinha marrecos. Eu tirei foto, mas eles ficaram muito ofendidos porque eu almocei o parente deles e gritaram comigo. Corri antes de ser perseguida pelo bando.
Dreamland: é um museu de cera. Algumas estátuas são bem parecidas mesmo com os originais, outras nem tanto. Dá para tirar fotos fazendo poses engraçadinhas em alguns cenários, mas depois eles cobram 2 rins e 1/3 do fígado para você levá-las de lembrança.
Harley Motor Show: é um museu de Harley Davidson, com cara de bar de filme. Na vera, nem gosto de moto, então o ambiente me chamou mais a atenção do que as motos.
Hollywood Dream Cars: um museu dos carros mais usados em filmes hollywoodianos. Tinha uma romiseta, que é a coisa automobilística mais fofinha que há. E tinha o Cadillac rosa, igual ao que Elvis deu para a mamãe, e eu queria levar para casa como lembrancinha.
Terminado o passeio oficial, fui para o hotel jantar em outro dos restaurantes de lá. Pedi um T-bone e veio um do tamanho de um recém-nascido. Não consegui chegar nem na metade. Depois do jantar, fui curtir mais uma atração natalina, o Christmas Rock, na Rua Coberta. Era um cara acompanhado de banda e quarteto de metais tocando músicas de Natal em estilo rockabilly. Foi muito divertido!!! O cara, além de tocar e cantar bem, era muito legal.
No post de amanhã, 6 cidades em um dia e muito vinho. Aguardemmmm...

Mini Mundo
Marcadores: animais, chuva, férias, viagem
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Josei e Kami Sal
às 10:28 PM
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quarta-feira, novembro 28, 2012
Vamos pegar o primeiro avião com destino à felicidade
Depois de um longo tempo, vou escrever um post que não seja mimimi. Um não, cinco, um para cada dia da viagem que eu falei, no meu post anterior, que faria. Violando a regra do nick de lugares, vou usar os nomes verdadeiros dos lugares que visitei. Então, fui para Gramado-RS. Estou planejando esta viagem desde o ano passado, depois achei que não daria para fazer e, no fim, deu certo!!!
Mas vamos começar do começo. Como eu disse anteriormente, eu fui viajar sozinha. Foi a primeira vez que viajei de avião. Sinceramente, não estava com medo do avião cair e eu virar panqueca, ou de ficar vivendo na ilha de Lost. Meu medo mesmo era me perder no aeroporto de Congonhas ou de Porto Alegre. Felizmente, andar por estes aeroportos é bem mais simples do que parece quando se vê pela televisão. Gostei bastante de voar. As viagens de avião foram bem mais tranquilas do que a viagem de taxi até o aeroporto. Depois, ainda teve uma viagem de van de Porto Alegre até Gramado.
Não tinha dormido, porque saí de casa às 3:30 da manhã, então cheguei ao hotel com dor de cabeça. Almocei em um dos restaurantes do hotel, tomei um remedinho e ia descansar, mas minha curiosidade para conhecer a cidade era maior, então, saí para dar uma volta. O hotel ficava bem no centro, onde tudo acontece. Por incrível que pareça, consegui me localizar bem por lá e não me perdi. Tudo era lindo: a arquitetura, as decorações de Natal...
Voltei para o hotel e fui para a piscina. A piscina ao ar livre estava muito fria, então, eu fui para a aquecida. Tinha uma pessoa esnobe e sua amiga lá, mas depois elas saíram e a piscina ficou só para mim!!!
À noite, jantei numa lanchonete na Rua Coberta e fui para os eventos natalinos da cidade. Assisti a Árvore Cantante, que é um coral que canta músicas natalinas acompanhado de um balé, e, depois, o Grande Desfile de Natal, que é a coisa mais linda. Mas começou a chover torrencialmente e eu voltei correndo para o hotel. Achei que abandonaria meus pulmões por lá mesmo, porque o hotel fica no topo de uma subida enooooorme.
Amanhã eu volto para contar meu segundo dia de viagem, quando conheci vários pontos turísticos.

Grande Desfile de NatalMarcadores: chuva, férias, Natal, viagem
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Josei e Kami Sal
às 2:52 PM
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domingo, novembro 25, 2012
Se você pode ser assim tão enorme assim eu vou crer
Eu nunca conheci um maia. Alias, acho que pouca gente deve ter conhecido um maia pessoalmente, então não dá para saber se são mentirosos ou não. De acordo com eles, nossa decoração de Natal vai ficar menos de um mês no ar, mas isso não é motivo para desistir de colocá-lo no ar, né?
Então aí vamos nós, vestidas para as festas no template e nas dollzinhas. Na midi, Bom Natal, um clássico natalino. Na lateral, temos nossos tradicionais enfeites de Natal.
Então, escrevam suas cartinhas para Papai Noel e divirtam-se com moderação. Hohoho!!!

Marcadores: Natal, novidade, template
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Josei e Kami Sal
às 10:06 AM
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sexta-feira, novembro 23, 2012
Sexta de livros
Me dê sua pata peluda, vamos passear sentindo o cheiro da rua
"Quatro vidas de um cachorro", de W. Bruce Cameron tem uma premissa muito intrigante: um cachorro narra suas quatro encarnações, enquanto tenta descobrir qual o propósito de sua vida.
Na primeira vida, ele é Toby, um cachorrinho vira-lata que nasceu no meio do mato e foi levado para um abrigo clandestino com seus irmãozinhos e sua mãe. Digamos que sua vida não é lá muito longa...
Ele renasce como um golden retriver. Ainda filhote, ele consegue fugir do canil onde nasceu e é encontrado por um sem noção, que o deixa trancado no carro em um dia quente. Uma boa alma vê o bichinho quase morrendo desidratado, o salva e leva de presente para seu filho de 8 anos. O cãozinho recebe o nome de Bailey, e acompanha o garoto em várias fases da sua vida. Ao morrer, ele acha que seu propósito era amar o menino incondicionalmente e, portanto, que sua missão está cumprida.
Mas ele renasce como Ellie, uma cadela policial, treinada para resgatar pessoas, ou como ela diz, Encontrar e Mostrar. Após salvar várias vidas, ela acha que seu propósito era este e que, desta vez sim, ela cumpriu a missão.
Vem, então, sua quarta vida, como um labrador preto. Ele nasce num canil, é comprado por um homem que o dá para a namorada. Ela não pode ficar com ele e deixa com sua mãe e seu padrasto desequilibrado. O cãozinho é abandonado e... É aí que a estória dá uma reviravolta, ele ganha o nome Amigão e a coisa toda é muito emocionante.
Um problema que eu tenho com livros sobre animais é que eles morrem no final e eu fico triste. Como eu disse no começo da resenha, o livro é sobre as quatro encarnações de um cachorro, ou seja, de antemão eu sabia que o cachorro ia morrer, pelo menos, 3 vezes. Nem por isto, eu deixei de chorar em cada uma das mortes. Tem outros trechos que deixam com nó na garganta, também. Recomendo ler com uma caixa de lenços do lado.
Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 12:34 PM
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quarta-feira, novembro 21, 2012
Tô no sossego, tô numa boa, eu tô de férias, tô a toa
Estou de férias desde segunda!!! Fiz um arranjinho legal e transformei 15 dias em 25, juntando feriado prolongado + férias + abonadas do ano passado + fim de semana. Neste ano, eu não vou ficar "mimimi, o Teto Convexo vai acabar se eu não estiver lá, não consigo relaxar nas férias", porque eu estou precisando DESESPERADAMENTE de descanso. Com tudo que tem acontecido nos últimos tempos, acho que se tivesse que trabalhar mais uma semana, eu ia surtar. Aliás, na noite passada eu fiquei pensando nos problemas de trabalho e tive insônia de novo. Viram como eu preciso mesmo de férias?
Bom, mas vamos ao que aconteceu desde a última vez que eu vim chorar as pitangas em público, sem o menor pudor. Na véspera do feriado prolongado, foi aniversário de uma das minhas colegas do Teto Convexo e teve festa na casa dela, com pizzas e Imagem & Ação. Dormi lá e, no dia seguinte, desabafamos sobre o trabalho, porque não tá fácil para ninguém.
Na sexta à noite, fui com meus pais e meu irmão tomar sorvete num lugar tão, tão distante. Fazia eras que eu não tomava sorvete na sorveteria e estilo self service. Muito bom. No sábado, teve churrasco na casa da minha tia. Honestamente, prefiro festas ao estilo da que foi a da minha colega. E no domingo, fomos visitar a vovó.
Na festa na casa da minha tia, eu descobri que sou o alvo das fofocas familiares do momento. Explico: estou de férias, decidi viajar sozinha. Nada demais, na minha opinião. Sou adulta, solteira, vacinada e dona dos meus reais. Acontece que parentada não acredita que eu vou mesmo sozinha. Altas teorias de que eu vou 1)encontrar o "sr. inexistente" no aeroporto, por isto não quero que meus pais me levem até lá (na vera, meu pai não quer me levar para não pegar estrada de madrugada), ou 2)nós marcamos de nos encontrarmos no meu destino, que eu chamarei aqui de Campão, seguindo as leis do MB. Agora, me diz: a troco de que eu esconderia um namorado, do alto dos meus 31 anos de idade??? Isto faz menos sentido do que eu querer viajar sozinha!!! Quem dera minha vida tivesse tanta emoção, romance e segredos quanto meus parentes acham que tem...
Dito isto, encerro meu post avisando que eu vou viajar SOZINHA amanhã e quando eu voltar, eu conto minhas aventuras e os passeios que eu fizer SOZINHA.
Marcadores: churrasco, desabafo, família, feriado, férias, festa, trabalho
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Josei e Kami Sal
às 10:46 AM
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domingo, novembro 18, 2012
Caminhei no tempo, passei nas horas
Quando você tem um vizinho adolescente, se acostuma com o som alto e em ouvi-lo gritando/cantando com uma voz desafinada que ora parece um peixe boi asmático atingido numa das nadadeiras por um martelo, ora parece uma gazela feliz e saltitante hos tropicos. Acha normal encontra-lo na calçada de bermudinha e camiseta, mochilinha nas costas, bicicleta a tiracolo, pedindo dinheiro para o papai para comprar um lanchinho. No fundo, você nem acha tudo tão normal, mas tem a esperança de que a criatura cresça e se torne alguém descente, já que adolescencia é uma fase. Mas, quando quem está tendo todos os comportamentos descritos acima é seu vizinho de 40 anos, não há mais esperança.
Além de ser um adolescente de 40 anos, o vizinho recomeçou com a mania a la Zé do Caixão de limpar a casa. Coisas do tipo "a meia noite lavarei o corredor". Realmente, um vizinho faxineiro da madrugada adolescente de 40 anos é demais para mim. É demais para qualquer. Fico pensando quando é que ele dorme, se a qualquer hora do dia ou da noite ele está pronto para azucrinar a vida dos vizinhos.
Enquanto isso, lá estava eu calmamente na copa, sem me intrometer na vida de ninguém. Stafora e Criatura assistindo TV. De repente, Criatura pergunta "eles são paranormais, né?". Stafora responde sério "não, são paraplégicos". Levantei e fui para a cozinha. Minha mãe pergunta "por que é que você está tão feliz?". Eu juro que estava tentando me controlar, mas isso foi demais pra mim. Cai na gargalhada. Logo Stafora estava lá reclamando de mim, porque eu estava rindo enquanto ele tentava se controlar e não rir.
No feriado, para variar muito minha rotina, fui passear. Oh!!! Primeiro, fui conhecer um terreno/chacara que Stafora estava quase que meio interessado. Depois, fomos ao jardim botanico de Bizarrelandia. Muito bonito. Passamos pelo orquidário, jardim sensorial, a estufa das samanbaias. Por fim, fizemos a trilha ecológica correndo porque só faltavam 30 minutos para o lugar fechar. O fim do mundo está mesmo chegando.
É um espelho sem razão:
Mokona-sama: Eu geralmente acerto, mas em alguns livros o assassino não é o mais importante e sim as circunstâncias da morte. Noticias boas são tão legais. Obrigada. Olha só, "Quem fica em pé" também é quase cultura. Marcadores: diálogo em família, feriado, gente chata
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Josei e Kami Sal
às 3:35 PM
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