domingo, dezembro 30, 2012
Que diabos você estava pensando?
É, pois é. O mundo não acabou. Para enorme desespero das pessoas que venderam todas suas posses para comprar enlatados e construir um abrigo subterraneo. Também devem estar desesperados aqueles que chutaram o balde e colocaram pimenta no café do chefe, subiram na mesa do chefe, arriaram as calças e cantaram "sabe, tchurururu, eu odeio você", na esperança de nunca mais ter de voltar ao trabalho porque o mundo ia acabar mesmo. É, sempre é bom ter um plano B.
Ah, vizinhos. Não tem como algo estar mais longe do significado da palavra "adoravel" do que "vizinhos". Agora, vizinho "adolescente de 40 anos aka a meia noite lavarei o corredor" decidiu comprar um violão. Como diria meu idolo supremo Charlie Brown (o dono do Snoopy, não a banda de "rock") "Mas que puxa". Ainda lembro de quando ele comprou uma bateria. Não foi divertido, nem legal, nem musical. Foi apenas barulho ensurdecedor e tristeza. Lá vamos nós de novo.
E do outro lado da casa, vizinho novo é um ótimo vizinho, mas ele tem um filho adolescente de verdade (que aliás é um bom garoto) e esse filho tem um amigo sem jeito. Outro dia, estavam filho do vizinho novo e amigo sem jeito jogando futebol na frente da oficina enquanto eu saia de casa. Ni qui, filho do vizinho chuta a bola para o amigo. E nem foi um grande chute, foi algo que até eu defenderia. Mas garoto sem jeito teve de dar um salto triplo mortal carpado que, por um quintilhonéssimo de gota de sorte, não resultou em morte. Acho que não devo mais olhar para os vizinhos. Se eu sair na calçada e um vizinho estiver na rua, é melhor correr de volta para o quintal... Ou talvez não, já que do quintal dá pra ouvir os vizinhos do fundo que decidiram passar a vespera de Natal pelados... Socorro!
Hey, hey:
Mokona-sama: É bem provavel que teremos mais 10 anos de bizarrice... Pra falar a verdade, amarelo é uma das minhas cores preteridas, mas desse xadrez eu gosto. Ah, mas como você já gosta de ler pode seguir nossas sugestões quando estiver sem ideia do que ler.
Stafora-ni: E eu diria mais, tem que compen$ar mega-blaster muito, mas muito mesmo, de verdade!!!
Marcadores: bizarrice, divagações
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Josei e Kami Sal
às 2:38 PM
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sexta-feira, dezembro 28, 2012
Quando o inferno volta depois de um céu, suas estrelas todas viram pó
Hipótese 1: o mundo acabou no dia 21. Eu sempre fui má, então estou no inferno. Hipótese 2: o avião em que eu estava caiu. Eu sempre fui má, então estou no inferno. Muito calor, muitos fatos assustadores, muita gente chata, muita dor de cabeça. Pessoa recomenda um remédio e diz para tomar cuidado, que é muito forte, ela toma só meio. Eu tomo um inteiro. Não chega nem perto de sumir com a minha dor de cabeça que, só para fazer charminho, ainda vem acompanhada de enjoo.
Bom, esta é minha vida, ou minha pós-vida. Mas eu não vim aqui só para reclamar. Vim também para falar do Natal e eventos natalinos.
Bizarrelândia tinha potencial para se focar no turismo natalino, mas perdeu a chance. Neste ano, eu vi a chegada do Papai Noel na estação de trem e a casinha do Papai Noel. E só. Não tem mais a parada, nem a decoração da empresa de energia elétrica, nem a casa superdecorada. Uma pena...
O Natal em família foi na chácara que mal tem cadeiras (juro que estou tentando não ser reclamona durante todo o post, mas as circunstâncias não colaboram). Passei muito tempo na piscina e joguei bingo. Ganhei umas coisinhas para o meu projeto de 2013/2014, sobre o qual falarei no momento oportuno. Meu tio se vestiu de Papai Noel e a minha tia de Mamãe Noel. Achei muito fofo. Lembrou os Natais da minha infância. Um visitante não convidado também participou da festa: um enoooorme sapo. (aqui ficaria alguma coisa engraçadinha que eu pensei naquela hora, mas eu esqueci logo na manhã seguinte) Ninguém mais me pergunta dos "namorados", nem do amante secreto que supostamente viajou comigo, até porque agora todos perceberam que a minha geração da família tem o maior dedo podre para escolher cônjuge, então, eles me acham uma pessoa sensata por ficar solteira.
Encerrando os eventos natalinos do ano, teve o pós-Natal do kit, que é meu tipo de festa: pouca gente, sem música ruim.
Agora, eu posso voltar a reclamar, né? Coisa que mais odeio no fim do ano é este espírito de confraternização entre as pessoas. Não porque eu sou uma pessoa do mal, que quer ver as pessoas brigando. É porque é muita falsidade abraçar e desejar coisas boas para uma pessoa a quem você só desejou que tivesse uma morte lenta e dolorosa durante o ano. E receber abraços de quem só te fez mal durante o ano todo. Eu pularia este "espírito natalino" forçado e ficaria só com os desejos sinceros, as comidas gostosas e os presentes. (reclamar de falsidade é tão 17 anos...)

Marcadores: animais, chácara, desabafo, divagações, família, festa, kit, mimimi, Natal, tristeza
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Josei e Kami Sal
às 8:07 PM
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sexta-feira, dezembro 21, 2012
Sexta de livros
Um casamento assim nunca existiu, evento igual jamais se viu
No terceiro livro da série Becky Bloom, "As listas de casamento de Becky Bloom", a protagonista está morando em Nova York, tem o emprego dos seus sonhos e está prestes a casar. Os conflitos já não são mais tanto os delírios de consumo (não que isto esteja sob controle, é só que se destacam menos neste livro).
A sogra da Becky é uma vaca (no sentido figurado, claro), fria, que nunca deu muita atenção ao filho. Mas aí, ela inventa de querer fazer um casamento grandioso para o filho e Becky, em Nova York, para esfregar na cara das amiguinhas da high society. O problema é que a mãe de Becky já estava organizando um casamento estilo caseiro, meio cafoninha, mas de coração, para o mesmo dia, na Inglaterra.
Este é o conflito do livro: nossa heroína shoppaholic está entre um casamento de conto de fadas, com muito glamour e uma floresta encantada artificial dentro de um hotel de luxo (desculpaê, mas eu achei isto bem cafoninha...) e o casamento que, apesar de brega, do vestido de noiva estilo enroladinho de salsicha (palavras da Becky) e da maquiagem de gosto duvidoso oferecido pela vizinha, está sendo preparado com todo carinho pela mamãe.
Confesso que este foi o livro que menos me cativou, da série, até agora. Acho que faltou um pouco da identificação que me fez curtir mais os outros dois. Nunca tive aquele sonho de "véu e grinalda". Bom, no finalzinho, eu encontrei mais um ponto em comum com a personagem: ela foi ronin de autoescola, como eu. Melhor abafar o caso...

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 10:29 AM
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domingo, dezembro 16, 2012
As férias de verão acabaram, porém penso e penso no passado
O MB anda agitado, né? Cheio de posts, parece aquele MB lá de 2002. Menos a parte dos apelidos "carinhosos" e das reclamações explícitas sobre as pessoas, porque agora nós temos juízo. Mas eu tive que vir aqui, porque aposto que estão todos estão com uma dúvida que não os deixa dormir: "Josei teve 25 dias de férias, viajou durante 5 dias, o que teria feito nos outros 20 dias?"
Em primeiro lugar, que eu não tive os 25 dias de férias. Eu fui convidada a retornar ao trabalho 2 dias úteis antes do previsto. Sim, convidada, porque eu podia dizer sim ou não. E eu disse sim, porque compen$aria.
Nas minhas férias, eu fui muito família. Dei carona para o meu irmão quando ele precisava, ajudei a pintar a casa, ajudei a montar a árvore de Natal e fiz um pote de biscuit para ser sorteado no bingo de Natal da minha família.
Fui assistir a uma peça de teatro de um grupo que faz apresentações beneficentes. Eu já tinha assistido uma vez, quando estava no Magistério, mas agora eles atualizaram as piadas e mudaram um pouco o texto. Detalhe: a peça se passa num bordel, e foi apresentada no salão da igreja. E aí, eles ficaram chamando as "prostitutas" de "dançarinas".
Também turistei um pouco em Bizarrelândia, porque é vergonhoso que, nos últimos 5 anos, estive mais vezes no Jardim Botânico de Pinheiral do que no da minha própria cidade (que eu não visitava há mais de 10 anos). Achei que ficou bem bonito depois da reforma. Se bem que eu já gostava bastante antes da reforma. Na verdade, a visita foi por causa do show do Saulo Laranjeira, que teve lá no domingo retrasado. Saulo Laranjeira, para quem não sabe (e eu não sabia até meu pai propor que a família fosse ao show), é o deputado João Plenário da Praça é Nossa. Mas ele não faz só isto. Ele canta, conta causos e faz outros personagens. Muito legal!!!
Visitei o novo shopping, que chamarei de Shopping Países. Está bem grande e bonito, mas ainda não tem muitas lojas funcionando. Não consegui andar por todo o shopping, porque estava com a minha família e meu irmão queria ir embora porque não gosta de shopping.
Mas aí, eu voltei para o trabalho e os pensamentos tristes voltaram à minha cabeça. No primeiro dia, eu estava tão mal que fui trabalhar com um brinco de cada par e, na hora de pegar o ônibus, não lembrava qual era o cartão do ônibus e qual era o cartão de ponto. No terceiro dia, eu estava tendo pensamentos tristes indo para casa e um passarinho fez cocô na minha mão, para me lembrar que nada está tão ruim que não possa piorar. Minha vida...
Marcadores: família, férias, shopping, trabalho, tristeza
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Josei e Kami Sal
às 3:50 PM
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terça-feira, dezembro 11, 2012
Especial de aniversário
Sete dias da semana, sete festas pra curtir
Motivo 7: fazemos uma festa de 7 dias, todos os anos. Pensa que é fácil escolher um tema para comemoração, escrever 7 posts sobre ele, procurar imagens e achar um trecho de música que se encaixe como título para cada um deles? Não é não. Ainda mais com nossas atribuladas vidas de pessoas adultas.
Mas é super merecido. Como pudemos mostrar ao longo da semana, manter o blog não é fácil, então, a cada ano que passa, nós temos mais é que comemorar. E nós chegamos à incrível marca de 10 anos!!! O que dura 10 anos hoje em dia? Nada. Nem casamento, nem banda de sucesso, nem computador, nem celular, nem site, nada, exceto o MB. Vê se isto não é motivo suficiente para comemorar e cumprimentar estas diligentes blogueiras que há 10 anos os brinda com tanta diversão e cultura.
Então, parabéns ao MB, à Josei, à Kami Sal, e muito obrigada a vocês que nos acompanham a tanto tempo.
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Josei e Kami Sal
às 1:25 PM
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segunda-feira, dezembro 10, 2012
Especial de aniversário
Mas faço questão de exclusividade
Motivo 6: nossos templates são exclusivíssimos. Houve um tempo em que usávamos um template básico do Blig, o primeiro xadrez amarelo. O engraçado é que acabamos nos identificando tanto com o dito cujo que era estranho ver outro blog usando o mesmo template. Aí, quando mudamos para o Weblogger, começamos a usar templates de template shops (isto ainda existe?) que nem eram exclusivos e nem eram a nossa cara.
Mas isto foi só até Kami Sal dominar a suprema arte de fazer templates. O primeiro exclusivo foi o do Natal de 2004, com a imagem de Inu Yasha e Kagome. Com o conhecimento adquirido, Kami Sal pode trazer de volta o xadrez amarelo, conhecido mundialmente como “o xadrez amarelo do MB”. E a partir daí, começamos a ter 2 templates exclusivos por ano: o que fica quase o ano todo e o de Natal.
Em 2007, houve um passo ainda maior no campo da exclusividade: template de Natal com imagem desenhada pela Kami Sal!!! Mas o "template freak" não parou por aí. Agora, (a partir de 2010) são 5 templates exclusivos por ano, um para cada estação e um de Natal, este último sempre com desenho da Kami Sal. Haja inspiração...
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Josei e Kami Sal
às 1:24 PM
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domingo, dezembro 09, 2012
Especial de aniversário
Um bom lugar pra ler um livro
Motivo 5: nós incentivamos a leitura. Todo mundo já ouviu alguma professora falar, nos tempos da escola, que para escrever é preciso ler bastante. Nós gostamos de ler, tanto quanto gostamos de escrever. Então, juntando tudo isto, nós resolvemos escrever sobre o que lemos. Já fazemos isto desde o começo do blog, mas antes era ocasional. Agora, a coisa ficou séria: temos até uma coluna fixa, com um título que é um trocadalho, sobre livros.
Até está na moda fazer propaganda para que as pessoas leiam mais. É louvável, mas pouco efetivo, na minha opinião. Quem não tem o hábito de ler, não sabe nem por onde começar. É aí que o MB se destaca: nós fazemos resenha e isto incentiva mais do que dizer, simplesmente "leia". A pessoa lê a resenha, se interessa pela estória, fica curioso pelo desfecho e vai ler o livro. E nós somos bem sinceras: se não gostamos do livro, dizemos logo, não temos rabo preso com ninguém. Mas se nós gostamos, nós recomendamos mesmo...

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Josei e Kami Sal
às 7:20 PM
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sábado, dezembro 08, 2012
Especial de aniversário
Quando estou nervosa, eu tenho essa coisa, sim, eu falo demais
Motivo 4: dividimos nossas histórias e permitimos que riam com a gente das nossas desgraças. Nós temos senso de humor e desprendimento. Algumas situações em que as demais pessoas prefeririam ficar quietas para não arranhar sua imagem, nós publicamos no blog. Às vezes, nossa intenção nem é fazer rir, é só desabafar, mas temos este poder de fazer nossos dramas parecerem engraçados.
Não temos o menor pudor de admitirmos que não somos perfeitas, que erramos. Aliás, tem coisa mais irritante do que gente que vive fingindo perfeição? Nós somos autênticas. E, publicando situações ruins ou embaraçosas, nós conseguimos com que as pessoas se identifiquem com a gente e que não fiquem se sentindo mal por não terem vidas perfeitas. Afinal, ninguém tem.
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Josei e Kami Sal
às 8:00 PM
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sexta-feira, dezembro 07, 2012
Especial de aniversário
Eu tenho a força, sou invencível
Motivo 3: somos persistentes. Nem problemas no Blig e no Weblogger conseguiram nos parar. Se falta de tempo não foi motivo para pararmos de blogar, problemas com servidor seriam a justificativa perfeita, não é? Pois não foi.
O Blig limitou imagens, acabando com as decorações do nosso template e com nossos posts? Beleza, 'bora pro Weblogger. O Weblogger vivia dando mensagem de "server is too busy" e acabou indo para o inferno dos servidores que não nos deixam postar? Então, vamos para o Blogspot. O Blogspot mudou o editor de postagem, deixando horrível e exigindo tag a cada fim de parágrafo para, simplesmente, ir para a linha seguinte? Sem problemas. Postamos xingando, mas continuamos postando. E se, um dia, o Blogspot (agora Blogger) acabar, procuramos outro servidor.
Não é qualquer probleminha ou problemão de servidor que derruba o MB, não... Estamos certas que, após o apocalipse nuclear, só sobreviverão as baratas, os psicólogos e o Mundo Bizarro.
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Josei e Kami Sal
às 8:42 PM
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Sexta de livros
Brancas silhuetas de pessoas através das brumas
Em "A Garota dos Pés de Vidro, escrito por Ali Shaw, temos o que costumam chamar de realismo fantastico.
Agora diga, você seria capaz de acreditar que, em algum lugar do mundo, existe um animal que torna tudo o que olha branco? Conseguiria drer em olhos se eles te mostrassem pequenos bois com asas de borboletas? Seria capaz de perceber que aquela pequena farpa em seu pé, na verdade, é o primeiro indicio de que eles estão se tornando vidro? E o que faria se descobrisse que, em uma pequena ilha esquecida, há corpos de vidro dormindo no fundo do pantano?
É nesse universo que Ida mergulha ao descobrir que seus pés estão se tornando vidro. Usando pesadas botas acolchoadas por camadas e mais camadas de meias fofinhas, Ida parte para o pequeno arquipelago, cada vez mais abandonado, de Saint Hauda´Land em busca de uma cura. Lá ela encontra com o timido Midas, um fotografo amadar que trabalha em uma floricultura. A partir de então, várias estórias se misturam e é meio impossivel falar de cada uma delas sem contar detalhes importantes do livro, então vou parando por aqui.

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Josei e Kami Sal
às 4:56 PM
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quinta-feira, dezembro 06, 2012
Especial de aniversário
Cultura é a alma de uma sociedade que vive hipnotizada em redes eletrônicas
Motivo 2: nós somos culturais. Já demos dicas de filmes, séries, animes, mangás, jogos, turismo e até de novela (bom, isto não é tão cultural assim). O que leva a outra de nossas inúmeras qualidades: não somos egoístas. Não é porque temos um blog e queremos audiência, que exigimos que nosso público fique o tempo todo grudado no computador, na expectativa de um novo post. Damos o sagrado direito de ir e vir, e ainda indicamos o caminho.
E mais: tudo isto sem receber um centavinho da Lei Rouanet , apesar de incentivarmos muito mais a cultura do que uns e outros projetos que são patrocinados. Merecíamos um prêmio em reconhecimento aos serviços prestados? Com certeza. Mas fazemos isto só pelo simples prazer de tornar o mundo um pouco melhor. Um mundo melhor é um mundo mais culto.
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Josei e Kami Sal
às 8:24 PM
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