|
sexta-feira, junho 28, 2013
Enfrentando um dragão por dia
Comecei a semana virada do avesso de cólica; teve greve de ônibus; encontrei todos os exus possíveis; levei esporro do meu pai, sem motivo, logo de manhã; minha encomenda fica passeando pela cidade todos os dias e nunca é entregue; tive uma discussão surreal com a minha mãe por causa de compra de fogão e geladeira; agora, estou com sintoma de ansiedade. Tá bom ou quer mais? Como meu irmão levou a maracujina embora (porque era dele), vou postar para ver se melhoro.
Eu vou e volto do trabalho à pé, todos os dias. Na ida, eu faço trajeto bairro-centro e, na volta, óbvio, sentido centro-bairro. Todos os dias, quando estou indo, vejo o trânsito congestionado no sentido bairro-centro, o que faz sentido, já que a maioria dos locais de trabalho ficam no centro ou na Asa Única, caso em que as pessoas têm que atravessar o centro, se saírem do meu bairro. O que eu não entendo é que, quando volto para casa, horário em que a maioria das pessoas também sai do trabalho, o congestionamento também é no sentido bairro-centro. Isto me deixa muito intrigada...
Dia de Santo Antônio passou, achei uma medalhinha folheada a ouro no meu bolo. No dia seguinte, estou esperando o ônibus e quem surge? Rachid. Ainda mais abusado. Chegou querendo dar beijinho no rosto. Gente, se vocês soubessem como eu odeio gente estranha encostando em mim... Dei um passo enorme para trás. Ele chegava perto e eu andando de costas pela calçada. Meu ônibus chegou logo, mas ele também entrou. Sentei num banco escondido, coloquei os fones e fiquei de cabeça baixa. Cheguei ao trabalho e falei que precisava não de uma medalhinha de Santo Antônio, mas de uma medalhinha de São Jorge, para me livrar dos dragões.
Por falar em dragões, assisti o filme "Quero matar meu chefe", um dia em que a operadora de TV a cabo ficou boazinha e liberou os Telecines e HBOs para os reles mortais. Logo no começo do filme, um incauto funcionário está levando um esporro daqueles porque chegou 2 minutos atrasado. E ele era um funcionário que sempre chegava mais cedo e não reclamava de ficar um pouco mais. Eis que eu me recordo de um fato de quase 4 anos atrás (agora já passou bastante tempo, eu já posso contar e até rir do ocorrido): cheguei ao Aquária adiantada, como fazia todos os dias, e sentei no refeitório para tomar um cafezinho e conversar com Chefe 1. Quando vimos, já eram 8h. Subimos para a sala e chegamos às 8:02, ou seja, 2 minutos atrasados. Levamos um esporro homérico de Chefe 3, junto com meus outros colegas, que chegaram ainda mais atrasados, e ela ainda informou o superior dela sobre isto. Na hora, eu fui para a copinha para tomar água lentamente e me acalmar, antes que eu perdesse a boa de vez e pedisse exoneração. Mais tarde, o esporro virou a piada do Aquária, porque todo mundo ficou sabendo e achou a reação de Chefe 3 desproporcional. Enfim, quando eu assisti a cena no filme, na hora eu me identifiquei.

Marcadores: coisas que não entendo, desabafo, família, gente chata, greve, mimimi, neura, ônibus, televisão, trabalho
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:26 PM
|
sexta-feira, junho 21, 2013
Embora eu não durma há dois dias porque uma nostalgia fria me arrepia até os ossos
Hoje é uma data terrivel para o Lanterna Verde: o dia da noite mais longa. Também conhecido como Solsticio de Inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador e marca o inicio do nosso inverno.
Na China é chamado de dong zhi e é festejada como a passagem de ano. Os povos da Europa pré-cristã tinham grande ligação com esta data. Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o pôr do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
Também é o dia de inauguração do template de inverno do MB. E aqui está, sem mais enrolação (até porque, acho que não tem como eu enrolar mais do isso). Divirtam-se e bebam muito chá e chocolate quente!!!

Marcadores: novidade, template
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:07 PM
|
Sexta de livros
Vozes na minha cabeça dizem: "Atire no maldito!"
Na sexta de livros de hoje, teremos o thriller Herdeiro da Escuridão, escrito por Paul Cleave.
No livro acompanhamos Edward Hunter. Quando tinha nove anos, ele se tornou uma espécie de celebridade instantanea porque sua foto saiu em todos os jornais e foi mostrada em vários programas de televisão. Ele era o garotinho chorando no colo do serial killer sendo preso. Vinte anos depois, algumas pessoas ainda o reconhecem na rua e esperam o momento em que Edward vai começar a matar todos a sua volta.
O adulto Edward Hunter, para decepção de todos, é um respeitavel contador, casado com uma mulher pela qual é apaixonado e pai de uma menina adoravel. Uma vida Hello Kitty! A vida de Edward está tão perfeita que ele está até pensando em comprar uma nova casa. Certo dia, ele e sua esposa almoçam juntos e vão ao banco para tentar o emprestimo para a compra da nova casa. E então, háo assalto a banco. Edward Hunter, sendo um cara super legal, salva a vida de uma pessoa e, em troca, assiste a sua esposa sendo brutalmente assassinada. E é aí que a vida perfeita e pacifica de Edward Hunter muda radicalmente.

Marcadores: livros
Postado por
Josei e Kami Sal
às 8:30 AM
|
sexta-feira, junho 14, 2013
O apartamento que era tão pequeno não acaba mais
Sentiram falta do meu lado Josei-mimimi-a-vida-não-presta? Acho que não, mas ele voltou e ele é como aquela visita inconveniente: chega sem mais nem menos, entra sem ser convidado e ainda vai botando os pés na mesinha de centro. Porque minha vida não seria minha vida se eu não reclamasse.
Depois dos momento belezura da reforma, escolher coisas bonitas, cores e ver tudo bonitinho, vem o lado bucha: limpar a sujeira que sobrou da coisa toda. Meu piso tem baixo relevo e o rejunte grudou nele. Cada fim de semana é uma tentativa nova e emocionante de tirar aquela porcaria de lá. No sábado passado, eu limpei com palito e escova de dentes, peça por peça de piso. Notaram meu desespero? Acabei desistindo depois limpar o quarto maior e de metade do corredor. Ainda assim, estou com dor nos joelhos até hoje, por ter ficado sentada o dia todo no chão. Ah, respondendo à pergunta da mdom, o Amor é na sala, não no quarto. O quarto é Chuva de Ametistas.
Tem também os prestadores de serviço. Meu medo era do azulejista ficar dando palpite na obra e não fazer tudo como eu queria. Felizmente, ele seguiu minhas instruções à risca. Problema mesmo foi o chaveiro. Eu queria instalar duas trancas na porta. Ele falou que não, porque ninguém faz isto. Só tenho 2 observações a respeito: 1)já vi muitos apartamentos com 2 trancas. 2)o apartamento é meu, quem estava pagando o serviço era eu e se eu quisesse 10 trancas, 20 trancas, 80 trancas na porta, ele tinha que por, simples assim. No fim, acabei contratando outro que fez o serviço como eu queria. (*mimimi Josei sinhazinha, classe média sofre*).
Mas nem todos os problemas do mundo são reforma, ou reforma acabaria e viveríamos no mundo perfeito. Tem o meu ímã de exu, também. Estava eu indo esperar o ônibus para ir trabalhar depois do almoço, quando avisto um senhor de mais de 65 anos, com cabelos e bigode tingidos de preto graúna no ponto de ônibus. Logo me veio à cabeça o nome Rachid, porque sou destas que dão nome a desconhecidos. Pessoinha antissocial que sou, parei a alguns metros de distância. Não teve jeito: ele veio falar comigo. Não sei se eu fiquei mais enjoada pelo perfume ou pela conversa dele. Começou a perguntar sobre mim e eu dava respostas bem evasivas, me convidou para tomar cerveja e eu disse que não bebo cerveja. O sujeito ainda me olhava de cima a baixo com cara de "quero te comer". Gente, eu tava de calça jeans e um blusão de moletom, não tinha nem como dizer que era culpa da minha roupa provocante!!! Aí, ele falou que não ia pegar ônibus X, porque dava muitas voltas. Respirei aliviada, porque era justamente o ônibus que eu ia pegar. Ônibus X chega, eu vou entrar nele e Rachid diz que também vai pegar este ônibus. No auge do desespero, eu digo "mas o outro ônibus já vai passar, ele é bem rapidinho!!!" Não teve jeito, Rachid pegou o mesmo ônibus que eu, mas entrou por outra porta. Eu entrei, fiquei perto da catraca, coloquei fones de ouvido e fiquei olhando com cara de peixe para a janela. Acho que aí Rachid entendeu que eu não queria papo. Perspicaz, não?
Sozinho: adj (só+z+inho) 1 Absolutamente só; abandonado. 2 Único.. Comecei o parágrafo com esta definição do dicionário Michaelis, porque parece que as pessoas não sabem o que a palavra "sozinho" e sua flexão no feminino, "sozinha", significam. Primeiro, foi minha viagem sozinha, que especularam que era uma viagem com meu amante secreto. Agora, porque eu vou morar sozinha, já estão inventando que eu só posso estar fazendo isto porque estou namorando alguém e ele vai morar comigo/fazer do meu apartamento o lugar do nossos encontros tórridos. Acho que isto é tudo culpa da máquina de lavar. Se as pessoas precisassem lavar roupas à mão, não teriam tempo de cuidar da minha vida.

Marcadores: apartamento, bonita história triste, desabafo, gente chata, IVCH, mimimi, ponto de ônibus
Postado por
Josei e Kami Sal
às 1:27 PM
|
sexta-feira, junho 07, 2013
Sexta de livros
Então, sinceridade enche seus pensamentos sempre vazios
Como sempre diz o dr. House, todo mundo mente. Um jornalista alemão decidiu, então, passar todo o período da quaresma sendo sincero e registrar a experiência. Assim nasceu o livro "Sincero", de Jürgen Schmieder.
Primeiramente, ele diferencia "sinceridade" de "verdade". Nem toda sinceridade é uma verdade, por exemplo, quando xingamos alguém, estamos sendo sinceros, porque realmente pensamos aquilo da pessoa. Mas pode não ser uma verdade, porque ela pode não ser aquilo que pensamos dela. Deu para entender? Dito isto, ele fala sobre a sinceridade na literatura, filosofia, religião e tudo mais, entremeado com os relatos do seu período sincero.
Claro que, como qualquer pessoa acostumada a mentiras cotidianas, no começo ele erra a mão e acaba ofendendo as pessoas. E isto, claro [2], traz consequências, como um soco na costela e ter que dormir no sofá. Depois, ele vai pegando o jeito e percebe que ser sincero não é só apontar defeitos.
E nesta caminhada pelos 40 dias de sinceridade, ele é sincero na declaração de imposto (gente, só eu achava que não mentir na declaração de imposto era o comportamento padrão?), no pôquer, com os amigos, com estranhos, com a família e com ele mesmo.
Eu esperava um pouco mais de relato, mas as reflexões dele também são boas. E o parágrafo inicial do livro é uma das melhores coisas dele. Vejam só: "Eu deveria chamá-la de puta sem vergonha? De piranha descarada? Ou vaca idiota era suficiente?" Não é um fofo este moço?

Marcadores: livros
Postado por
Josei e Kami Sal
às 6:57 PM
|
quinta-feira, junho 06, 2013
Dizem que se deve ter cuidado com pessoas como eu
Se você parar para pensar, vai perceber que a vida é uma droga por causa de pressões e problemas que realmente não importam. Mesquinharias sem sentido que nos obrigamos a tolerar para manter aparencias com as quais, na verdade, bem lá no fundo do grande poço que somos e escondemos nossa verdade, não nos importamos nem uma bolinha de pó. Algumas pessoas acham que atrapalhando os outros, serão melhores, mais importantes. Besteira. Quanto mais tentamos diminuir os outros, mais infimos ficamos e maior a conta que teremos de pagar mais adiante. Porque feliz e infelizmente, o universo sempre cobra seu preço e paga suas contas.
Então vamos ao que é realmente importante na vida: gatos! Apesar de quando ganhei minha primeira gata, ter mandado castra-la para não ficar com a casa cheia de gatos e virar a velha louca dos gatos, o número de gatos na minha humilde residencia continua aumentando. Final do ano passado, apareceu o Probleminha. Gatinho fofo, fofo, fofo. Em janeiro, em meio a enxurrada, surgiu uma bolinha de pêlos branquinha e molhada. O plano era cuidar dela alguns dias e depois coloca-la para adoção. Já fazem 5 meses que a Yoda está em casa e, agora, já faz parte da família. Estou um gato mais proximo de ser a velha louca dos gatos.
Enquanto isso, estou novamente e de novo pensando em assassinato. O problema do assassinato é que é ilegal e pecado em quase todos os paises e religiões. Sinceramente, acho que seria melhor se as pessoas percebecem que não estão agradando e se recolhessem a sua insignificancia, de preferencia bem, mas bem longe de mim. Sinceramente, estou cansando de ser boazinha. As pessoas não sabem como eu sou quando quero ser má. Não darei treguas aquela tonta da Maria do Bairro!!!
E nesse periodo coisas ruins, mas que não são culpa de ninguém também aconteceram. Minha cachorrinha desmiolada nos deixou e foi para o Alaska. Mas pra não dizer que a vida é só tristeza, Mamãe ganhou uma nova cachorrinha do veterinário.
E para terminar, mais um emocionante dialogo em família:
Mama-san: "Ele mora do lado da igreja que não funciona."
Stafora: "O que é isso? Você vai na igreja, reza e Deus não te ouve?"
Pois é, né?
Mokona-sama: Obrigada. Acho que estavamos comprando passagem para o Stafora no dia... Viu como o livro é previsivel.
Stafora-ni: Obrigada. Marcadores: animais, diálogo em família, gatos, gente chata, mimimi
Postado por
Josei e Kami Sal
às 7:07 PM
|
segunda-feira, junho 03, 2013
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez
E adivinha quem esqueceu de trocar a midi e as dolls? Mas dessa vez eu tenho defesa: passei todo o feriado prolongado adoentada. Ah, vocês podem ser bonzinhos e dar um desconto para uma pobre blogueira convalescente, né?
As dollzinhas, confirmando meus piores medos sobre fazer o sinal dos super gêmeos, se transformaram: Josei se tornou uma nekomimi e eu, água. Na midi, meu desabafo "Same Mistake", do James Blunt, já que eu sempre esqueço de trocar as dolls e midi no dia certo (o mesmo erro de novo).
Divirtam-se nas festas juninas, apesar desse ser um mês triste sem feriados...

Marcadores: novidade
Postado por
Josei e Kami Sal
às 7:28 PM
|
sábado, junho 01, 2013
Se eu pudesse, ao menos te contar o que se enxerga lá do alto
Depois de fazer uma pós e passar 1 ano reclamando de perder meus sábados, e de fazer outra pós e passar mais 1 ano reclamando de perder meus sábados e de ter que acordar cedo, eu resolvi fazer uma disciplina na pós. Só uma. Só um mês e ainda sem compromisso nenhum. Aliás, nem um mês foi, porque no dia da primeira aula eu estava viajando. Eu achei interessante o conteúdo, mas a professora seguia uma abordagem de psico bem diferente do que eu acredito, aí eu ficava com arrepios. Nos dois últimos sábados, eu fugi mais cedo por causa da Reforma.
Sim, Reforma assim, com letra maiúscula, porque ela parece um mecha de 3m, tipo o Sistema, de que todos falam na faculdade, e que comanda a sociedade. Nada é culpa das pessoas, é tudo culpa do Sistema, este mecha malvado. Assim como na minha vida, atualmente, é tudo em função da Reforma.
Então, esta é mais uma edição do meu "diário cimentício". Como eu contei no post anterior, enquanto eu viajava, os pisos, revestimentos e gabinetes foram colocados, e as 2 pias foram trocadas (só porque eu sou frescurenta e quis pias diferentes das que vieram no apê). No sábado passado, fugi da aula e passei o dia todo no apartamento, com meus pais e meus tios. Meu tio instalou o lustre da sala, os plafóns e os porta-coisas do banheiro. Enquanto isto, eu limpei a faixa da cozinha, as pastilhas do banheiro, os parapeitos e , pasmem, passei massa corrida onde o pedreiro teve que quebrar. Se um dia eu sair do Teto Convexo, já posso ter uma nova profissão. Ah, é, ninguém acreditou que eu conseguiria, porque assim é a minha vida, mas até que ficou bem feitinho.
No dia seguinte, fui comprar mais coisas que estavam faltando e escolhi as tintas. Eu fico vermelha só de lembrar da breguice dos nomes das tintas. Uma das que eu escolhi se chama (*vergonha, vergonha*) Amor. Aí, pessoas vão me visitar, perguntam qual é tinta e eu, "ah, é o Amor". E brota Zezé di Camargo no meio da minha sala e começa a cantar. Imagina? Eu não podia ter gostado de uma cor com um nome mais malvado, não? Ou um nome mais comum, como eu o chamei, "Vermelho Vermelho"?
Passei meus 2 dias de feriado prolongado no apartamento, com meus pais e tios, pintando. Houve um pequeno contratempo: quando passaram o Branco Gelo na parede, ele ficou parecendo Cinza Depressão, então eu tive que trocar a tinta. Troquei pelo Palha, que deu uma cara muito mais "solar" para o apartamento. Eu fiquei responsável por colocar fita crepe para proteger os batentes e rodapé, lixar a massa corrida, e pintar perto do rodapé, das janelas, das portas e do teto. Muito emocionante subir numa escada ao lado de uma janela aberta no terceiro andar. Meu cerebrinho ficou tocando, em loop "make my way back home and learn to fly" e o trechinho de "A Montanha" que eu usei como título deste post.
Marcadores: apartamento, faculdade, família, feriado
Postado por
Josei e Kami Sal
às 12:39 PM
|
