sexta-feira, fevereiro 28, 2014
Sexta de livros
O espirito fatal e a psicose da morte estão no ar
E vamos de novo de Stephen King, dessa vez com Desespero.
Pela rodovia 50, pode-se chegar a pequena cidade de Desespero (por que alguém ia quere isso, eu não sei). É nessa rodovia que Peter e Mary viajam quando veem o gato empalado na placa, umm prenuncio de que algo ruim está por vir. Também é nessa rodovia que são parados por um gigantesco policial. O problema: aparentemente alguém roubou a placa traseira do carro. Solicito o policial o ajuda a pegar as ferramentas para a troca das placas e nesse momento encontra o saco de drogas no porta-malas. Diante disso, Mary e Peter são obrigados a entrar na viatura policial e acompanha-lo enquanto recita a lei de Miranda. Mas será que era mesmo "você tem o direito de permanecer calado. Eu vou matar vocês"?
E é assim que começamos a acompanhar a estória de um grupo de estranhos cuja unica coisa em comum é o fato de terem ido parar na cidade de Desespero, onde o mal está a solta.

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 5:12 PM
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sábado, fevereiro 22, 2014
Agora estou me afogando na inundação
Existe um tumblr chamado História sem Graça. Uma história minha foi publicada lá, mas eu acho que poderia publicar minha vida inteira neste tumblr.
Quem mora sozinha(o) precisa ser um pouco Palmirinha, um pouco Marinete, um pouco Pereirão, um pouco McGyver. Cada dia, um probleminha e você vai descobrindo que consegue resolver. Dia destes, impliquei com o ralo do banheiro. Achei que estava escoando pouco a água e resolvi abrir para ver o que estava acontecendo (e meu pai tinha dito que eu não usaria minha caixa de ferramentas, pfff). O ralo tem um filtro e o filtro estava cheio de cabelo e restos de reforma. Tirei, limpei tudo, uma beleza. Fui tomar banho e estava me achando a marida de aluguel. Eis que olho para o lado e vejo que a água que estava entrando no ralo do chuveiro estava saindo pelo outro ralo do banheiro. A água subia, subia... Eu estava quase pegando um bote salva-vidas, mas lembrei que estava num apartamento, não num barco. Fiz uma barreira para a água não ir mais para o corredor e enxuguei o banheiro. Marquei visita técnica da construtora e fiquei 2 dias tomando banho na casa da minha mãe, enquanto esperava a solução. Até que decidi que eu mesma iria resolver o problema. Abri o outro ralo, desentupi e tcharan!... deu certo!!! Uns dias depois, a assistência técnica foi lá e deu com a cara na porta.
Certa tarde de janeiro, eu fui ao mercado mais perto da casa da minha mãe . Quando estava parando o carro no estacionamento, uma senhorinha me abordou e perguntou se meu carro tinha alarme. Eu disse que sim e ela falou que isto não impediu que um ladrão arrombasse seu carro, minutos antes, naquele estacionamento. Pronto: fui embora na hora e não consegui mais voltar lá. Mas, um mês depois, houve um caso emergencial: eu não tinha comida em casa. Deixei o carro, morrendo de medo. Fiquei tensa durante todo o tempo em que fazia compras. Voltei para o carro e estava tudo bem. No que eu entrei, um mocinho pediu para eu abrir a janela. Eu fiquei paralisada com as mãos no volante, não conseguia nem abrir a janela, nem dar partida e sair correndo. Acabei abrindo a janela e ele só queria pedir esmola. Mesmo assim, cheguei em casa com o coração na boca. Acho que não volto mais àquele mercado...
Pintar o cabelo de vermelho é aquela maravilha. Fiz isto num domingo, na casa da minha mãe (aliás, foi ela quem pintou meu cabelo). Na hora de lavar, eu consegui espirrar tinta pelo banheiro INTEIRO!!! Ficou parecendo um cenário do massacre da serra elétrica. Até hoje, 2 semanas depois, ainda tem respingos em lugares estranhos, tipo no chuveiro e no teto (?!?).
Minha coluna reclamou, reclamou, começou a travar minhas pernas e eu entendi a mensagem: hora de voltar para a hidroginástica. Estou em uma nova academia e gostei da primeira aula, só o que me incomodou foi ter que passar pela sala de musculação, com aquelas pessoas que, definitivamente, não precisam de musculação, me observando e, na minha cabeça paranoica, me julgando por 1) estar fora de forma e 2) por fazer uma atividade física de velhinhas.
Meu triunfal retorno às piscinas resultou num Diálogo em família (ah, só um esclarecimento: minha mãe faz hidroginástica há mais de 1 ano, mas vai de manhã. Eu vou fazer à noite):
Mãe da Josei: Eu vou no seu horário à hidro até você se enturmar.
Josei: Você sabe que eu não vou me enturmar...

Marcadores: apartamento, carro, diálogo em família, família, hidroginástica, vaidade
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Josei e Kami Sal
às 1:45 PM
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sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Sexta de livros
Palavras são bem desnecessárias
O livro de hoje eu demorei tanto, tanto, tanto para ler... Não é que seja um livro ruim. Aliás, a temática é interessantíssima. Mas eu falo o motivo disto depois da resenha.
Estou falando de "O poder dos quietos - Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar". Adorei o subtítulo!!! Não é um livro de autoajuda. Não diz que ser introvertido é errado ou anormal e que precisa mudar. Muito pelo contrário: ele mostra introvertidos que mudaram o mundo, defende o direito à introversão e critica a "ditadura da extroversão", que faz com que grandes ideias dos quietos sejam deixadas de lado em favor de ideias ruins de pessoas que se impõem por falar demais. Por outro lado, não diz que extroversão é errado, apenas que introvertidos e extrovertidos deviam ser respeitados em suas particularidades.
Introvertida assumida que sou, claro que me identifiquei e até descobri que não sou a única a se sentir cansada pelo simples fato de estar cercada de gente, por exemplo. O problema deste livro (que não é do livro, mas sim meu) é que ele diz, muitas vezes "segundo pesquisas", "pesquisadores afirmam", "uma pesquisa realizada em", e meu cerebrinho, em 6 anos de faculdade, aprendeu o mau hábito de sentir sono ao ler estas expressões. Conclusão: demorei uma eternidade para ler, porque lia um trechinho e apagava. Lia outro trechinho e ia para os braços de Morfeu. Lia outro trechinho e tentava absorver o conteúdo por osmose, dormindo em cima do livro.
No fim das contas, achei que é um livro que nós introvertidos deveríamos ter como livro de cabeceira e como escudo contra os injustos ataques que sofremos desta sociedade que fala demais.

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 8:19 PM
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quinta-feira, fevereiro 06, 2014
Você sempre pode voltar para casa
Voltei para a segunda e última parte do post sobre a viagem de mini-férias.
Na sexta, eu me aventurei mais ainda. 2 ônibus e fui até o centro. Lá, eu peguei o ônibus de turismo para rever dois lugares que eu só tinha visitado uma vez, e conhecer dois lugares. Minha primeira parada foi no Bosque do Papa/Memorial Polonês, que eu ainda não conhecia. É um lugar lindo, com casinhas onde tem exposições de objetos trazidos pelos imigrantes poloneses e tem uma capela. Estava eu lá, apreciando a vista, quando me deparo com uma mulher falando loucamente com um homem que mal respondia. Achei que era maluca, então desviei para não virar alvo da faladeira. Mas eles eram um casal, e andaram discutindo pelo bosque. Todo lugar que eu ia, lá estavam eles. Parece que farejaram meu IVCH.
De lá, fui para o Bosque Alemão, que eu visitei na minha primeira vez em Pinheiral, mas tinha feito o caminho contrário. Desta vez, eu segui a trilha certa de João e Maria e dei uma bizoia no mirante. Próximo ponto foi a Universidade Livre do Meio Ambiente. Quando eu estive lá em 2006, o mirante estava fechado. Desta vez, eu subi para apreciar a paisagem de cima (adoro apreciar paisagens de cima). Achei que deve ser uma delícia trabalhar naquele escritório no meio da subida do mirante, cercada de árvores.
Minha última parada antes do fim do passeio foi no Memorial Ucraniano. Pobre ponto turístico solitário... Só eu desci lá e não tinha mais nenhum visitante, só 3 funcionários. É um lugar bonito, calmo, com um museu que é réplica de uma igreja ortodoxa, onde estão expostos ovos pintados (Pêssankas), mas não tem muito para onde andar, então, deve ser por isto que é tão ignorado pelos turistas. Até a lojinha de souvenirs estava fechada!!! Aproveitei para fazer xixi, e com a porta destrancada, porque, certa vez, eu fiquei presa no banheiro do Ópera de Arame. Já pensou se eu fico trancada no banheiro do Memorial Ucraniano? Eu ia morrer e me decompor antes que alguém me encontrasse!!!
Peguei o ônibus para voltar na sexta-feira à noite. Foi uma longa viagem de volta. Saí de Pinheiral em janeiro e cheguei a Bizarrelândia em fevereiro!!! (gente, eu nunca me canso desta piada tosca) O ônibus estava tão maravilhoso, tão friozinho, que eu poderia morar nele para sempre. Meus pais foram me buscar na rodoviária e eu fiquei na casa deles até o almoço, depois, voltei para meu apezinho (aka refúgio antissocial), que eu estava com saudade e curiosíssima para ver como ficou minha cama-sofá, já que minha mãe fez as capas e montou tudo enquanto eu estava viajando. Ficou bem legal!!!
Marcadores: apartamento, IVCH, ônibus, pessoas estranhas, viagem
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Josei e Kami Sal
às 8:57 PM
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Não consegue ler minha, não consegue ler minha, não consegue ler minha cara de poker
Então sua vida está tão agitada que você só lembra que o mês mudou no dia cinco. E aí, não tem tempo de mudar as dolls e acaba fazendo isso só no dia seis. E ninguém nem pra te lembrar... C'est la vie.
Nesse fevereiro não tem carnaval, para desespero do Jorge Ben. Mas tem Ragnarok, segundo algumas traduções de antigas profecias nórdicas. Ninguém deu atenção porque tem copa do mundo, eleições, mas esse ano o mundo acaba de novo. As dollzinhas dessa vez estão na onda cyber punk. A midi é Poker Face, da Lady Gaga porque eu tenho feito muito poker face na minha vida...
Divirtam-se e preparem-se para 22/02/2014.

Marcadores: novidade
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Josei e Kami Sal
às 4:56 PM
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quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Sobre os meus próprios passos vou caminhar
Voltei das minhas mini-férias. Eu ia postar ontem, mas já cheguei a mil ao trabalho, então, à noite, eu estava exausta. Tanto que a insônia até se esqueceu de mim. Hoje eu não estou menos cansada, mas vamos ao emocionante relato da viagem, que é para isto que eu estou aqui.
Fui de carro com meu irmão e chegamos lá na sexta à tarde, ele, eu e minha sobrinha felina, que só parava de miar quando eu me contorcia para fazer carinho nela, ou quando nós parávamos, colocávamos a guia nela e a levávamos para andar um pouquinho.
No sábado de manhã, fomos ao Tanguá e ao Jardim Botânico. Estava um sábado lindo e nós fizemos uma longa caminhada no Tanguá. No domingo, eu quis fazer compra na feirinha de artesanato, nós vimos violinistas tocando "Viva la vida" e paramos para ver. Foi aí que notamos que estávamos em frente ao Memorial de Pinheiral e entramos para ver uma exposição sobre futebol e sobre a história da cidade. Na volta para a casa do meu irmão, passamos em 2 lojas enormes e um hipermercado.
Eu tirei a segunda-feira para fazer as unhas, enquanto meu irmão estava no trabalho, e fomos ao shopping quando ele chegou. A partir da terça, eu resolvi me aventurar. Neste dia, saí sozinha e fui até uma área de comércio. Fiz comprinhas e almocei num restaurante.
Na quarta, minha aventura foi um pouco mais longe: peguei 2 ônibus e fui bater perna no centro da cidade. Fui à loja de esmaltes, tirei fotos em pontos turísticos e andei pelo centro como se eu fosse uma moradora (e como se eu realmente soubesse para onde estava indo). Em compensação, passei a quinta em casa, esperando por um técnico que só veio quando meu irmão já tinha chegado. Por ser uma boa irmã, meu irmão me levou à pizzaria à noite e, depois, ao bairro italiano de Santa Felicidade, para conhecer uma adega linda e degustar uns bons vinhos.
Amanhã eu acabo de contar sobre minhas mini-férias.

Marcadores: família, gata, ônibus, viagem
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Josei e Kami Sal
às 8:52 PM
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