segunda-feira, outubro 27, 2014
Sol na pele avermelhando a nossa cara-pálida da cidade
Continuando meu post sobre a viagem para João Pessoa e outras cidades.
Sim, outraS cidadeS. No quarto dia de viagem, voltei a Pernambuco, para conhecer Olinda e Recife. Em Olinda, visitamos a Igreja da Sé, duas lojas bem pitorescas de artesanato e o mirante, ainda assistimos uma apresentação de frevo. Em Recife, fizemos um tour pelo centro histórico; visitamos um museu de bonecões (os que apareceram nas transmissões da Copa estavam lá) e fomos à praia de Boa Viagem, mas não pudemos nem entrar na água, só porque tem tubarões. Cheguei da viagem dentro da viagem e fui passear nos arredores do hotel, na feirinha de artesanato e no calçadão ao longo da praia.
Fui ao litoral sul da Paraíba, conhecido como Costa do Conde, no penúltimo dia. É maravilhoso!!! Primeiro, fomos à Praia Bela, onde de um lado tem o mar agitado e do outro tem o rio de água salobra, bem rasinho. E tem falésias, também. O nome faz jus ao lugar. De lá, fomos para a praia de Tambaba. Talvez seja um nome conhecido para vocês. Para quem não sabe, Tambaba é uma praia de nudismo naturismo. Mas, calma, Josei-tenshi não ficou nua com a mão no bolso, não. A praia é dividida em uma área para naturistas e uma área de acesso livre, separadas por uma escadaria. O divertido é que dá para tirar foto na escadaria, cobrindo as roupas de banho com um jornal, para parecer que você liberou geral, e chocar a sociedade. Mas chega de falar de peladice, né? A praia é linda e tem piscinas naturais, mas o mar também é bem agitado. Por fim, fomos à Praia do Coqueirinho. Linda, linda, linda... Também tem um lado de mar bem agitado e um lado mais calmo, mais próprio para banho. Eu me perdi (cê jura?) do meu grupo e andei toda a extensão da área não boa para banho até chegar ao lugar em que o mar mais parecia uma piscina gigante, calmo e morninho, quando eu podia ter cortado caminho e ido direto para lá, como meus compinhas de excursão fizeram. Bom, a meu favor tenho a dizer que eles perderam uma paisagem incrível... Ainda não estava cansada depois do passeio (cadê esta disposição quando eu tenho que trabalhar?) e caminhei pela orla próxima ao hotel.
O último passeio da viagem foi à Ilha de Areia Vermelha que é, como o próprio nome diz, uma ilha e fica no meio do mar. O passeio durou só meio dia por motivos de a ilha ser coberta pelo mar quando a maré sobe, lá pelas 11:30. Fomos até lá num catamarã e, depois, eu fiquei o tempo todo na água, só observando enquanto a ilha ia desaparecendo. Como voltamos cedo, decidi aproveitar o resto do dia como se fosse o meu último dia em João Pessoa (porque era mesmo). Nadei na praia no fundo do hotel (meu hotel ficava, literalmente, na areia da praia), aí lembrei que não tinha aproveitado a piscina do hotel. Tomei uma ducha para tirar a areia do corpo e fiquei um pouco na piscina. Tomei outra ducha para tirar o cloro do corpo e fui caminhar com os pés na água, na praia. Tomei uma água de coco e voltei para o hotel para tomar banho e jantar. Relaxei um pouco no redário do hotel, depois fui arrumar minhas coisas para vir embora. Meu voo saiu de João Pessoa (na vera, o aeroporto de JP fica em Bayeux) à 1h da manhã e eu viajei no espaço e no tempo, porque pulei uma hora na viagem de lá para a Capital, como eu disse, lá não tem horário de verão. Depois teve a viagem de van. Enfim, cheguei à Bizarrelândia às 11:30 da manhã, com a cabeça zoadíssima. No dia seguinte, já estava pensando em qual será o meu destino nas próximas férias...

TambabaMarcadores: férias, horário de verão, viagem
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Josei e Kami Sal
às 12:38 PM
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domingo, outubro 26, 2014
Viajando pra onde o sol brilha mais cedo
Finalmente, venho fazer os posts sobre minha viagem para João Pessoa!!! Desde que eu cheguei, na quarta-feira, eu tenho sentido tanto sono... Talvez seja porque eu acordei bem cedo nos meus dias lá para fazer os passeios. Ou porque entrei em horário de verão só quando cheguei aqui, porque lá não tem esta marmota (posso ficar lá para sempre? Posso?). Minha viagem foi parcialmente solo. Desta vez, fui com uma van da agência até o aeroporto. Aí, descobri que uma amiga de um amigo ia também. Nós nos conhecemos naquele dia. E ainda teve o bizarro momento: "Josei... Fulano falou tanto de voc--..." (ela interrompeu a frase). E eu, como sou maluca, fiquei querendo perguntar o que, para corresponder à expectativa (se ele falou bem) ou provar que eu não sou tão ruim como ele diz.
Viagem de van, viagem de avião. Cheguei ao hotel às 4h da manhã e dormi. Achei que ia ter o dia livre para me recuperar/fazer reconhecimento da região, mas teve city tour. Foi melhor do que o de Maceió, porque neste paramos nos lugares para conhecer, e não só passamos de ônibus rapidamente. Conhecemos o Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas (onde o sol nasce primeiro e onde o Brasil mais se aproxima da África); o Centro Histórico; o Centro Cultural São Francisco, que é uma igreja desativada que virou museu; e o Mercado de Artesanato. Quando o passeio terminou, eu fui comer uma tapioca na praça de alimentação e conhecer a feirinha de artesanato em frente ao hotel.
Já no segundo dia, fui para outro Estado, Pernambuco, passear em Porto de Galinhas. É lindo!!! Várias lojinhas bem fofas de artesanato, esculturas de famosos em forma de galinha feitas com troncos de coqueiros, e uma praia maravilhosa. Pegamos um buggy e fomos até a praia de Muro Alto, que é bem calma, depois voltamos para a praia do fervo onde fica o que eu descrevi acima.
No terceiro dia, fui para o litoral norte da Paraíba. Aproveitei muuuuuuuito a praia. Dividi um gazebo com um grupo de desconhecidos, mas eles ficaram adultamente bebericando e observando a paisagem, enquanto eu me esbaldava no mar. De lá, fomos conhecer o Forte de Santa Catarina, onde tinha o guia mais divertido de toda a viagem, uma mistura de informações sobre o lugar com stand up comedy. Para encerrar o dia, fomos assistir ao por do sol na Praia do Jacaré, que não é praia nem tem jacaré. Embarquei num catamarã no rio Paraíba para assistir ao Jurandy do Sax tocando o Bolero de Ravel numa canoinha no por do sol. Coisa mais linda...
E, amanhã, já sabem, tem a continuação deste post. Té!!!

Porto de GalinhasMarcadores: bizarrice, férias, horário de verão, paranóia, viagem
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Josei e Kami Sal
às 1:22 PM
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terça-feira, outubro 14, 2014
Estou de férias, estava esperando por isso, fico o tempo todo feliz
Eu tinha os seguintes planos para as férias:
- arrumar minha pasta de documentos
- organizar meus esmaltes
- escrever resenhas para a Sexta de Livros
- ir ao cardiologista e ao oftalmologista
- fazer um curso aleatório de artesanato
- ir ao cinema
- fazer um curso de auto-maquiagem
- assistir ao musical "O Rei Leão"
- viajar para João Pessoa
- trocar o carro
Na primeira semana, eu já arrumei a pasta de documentos e organizei meus esmaltes. Foi assim que descobri que tenho apenas 217 vidrinhos de cores variadas, mais do que muita manicure por aí. Também comecei a escrever resenhas, mas desanimei. Preciso retomar este projeto.
Fui aos médicos. Cardiologista foi mais para pegar uma nova receita, porque está tudo bem. Mas ele me pediu um exame chatíssimo, que exigia que eu tirasse 6 amostras de sangue em 3 horas. No oftalmologista, más notícias: meu grau aumentou (de novo) e ele disse que dá para ver pelas veias dos meus olhos que talvez minha pressão não esteja tão reguladinha quanto parece. Que eu devo cuidar da alimentação, fazer exercício, e cuidar dos aspectos hormonal e EMOCIONAL (ele enfatizou este último. Devo ter cara de estressada, por que será?). Polianicamente, foi uma oportunidade para trocar os óculos e eu ainda fiz novos óculos de sol com grau.
Fiz um curso de bichinho de feltro. Eu achei que não conseguiria, porque não sei nada de costura. A professora me perguntou se eu sabia casear e eu: "eu não sei o que isto significa". No fim, eu aprendi a casear e fiz uma corujinha, que é parte de um móbile com três.
Tinha 2 filmes que eu queria assistir no cinema: "A Bela e a Fera" e "Garota Exemplar". O primeiro, eu consegui. Eu fui num horário bem antissocial e cheguei cedo, então, fiquei esperando sozinha na sala do cinema. Resolvi que daria tempo de fazer um xixizinho antes do filme. Quando eu fui abrir a porta, descobri que estava trancada dentro do cinema!!! Decidi esperar até o horário marcado para o começo e, se não começasse, eu ligaria para alguém me resgatar. Uns 5 minutos antes do horário do filme, outros 4 incautos chegaram, então, abriram a porta. O filme "A Bela e a Fera" é legal, mas aquela dublagem da Paola Oliveira é de doer de ruim. Eu até fui até o cinema, para assistir "Garota Exemplar", mas tinham mudado o horário, então, não deu para assistir. Triste, porque dizem que é um filme muito bom.
Fui para a Capital, no sábado, para assistir ao musical "O Rei Leão". Impossível expressar o quanto é maravilhoso!!! Só estando lá para saber. Antes de irmos para o teatro, almoçamos no shopping. Foi um daqueles momentos que eu pensei "eu devo ter nascido homem", porque a mulherada pirou nas lojas de roupas e sapatos, e eu só queria ir logo para o teatro.
O curso de auto-maquiagem não encontrei em dias que eu pudesse ir. Ainda não tive tempo de procurar carro, também. E, para João Pessoa, eu vou amanhã!!! Então, até a volta com meu(s) enorme(s) post(s) sobre a viagem.
PS: gostaram do meu peixinho de óculos escuros, especial de férias?

Marcadores: artesanato, bizarrice, Charlie Brown, cinema, férias, viagem
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Josei e Kami Sal
às 6:26 PM
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sexta-feira, outubro 03, 2014
Sexta de livros
Há um cheiro fantasmagórico por aqui
"A estrada da noite", de Joe Hill narra a estória de Jude, um astro do rock cinquentão. Ele coleciona artigos macabros, como uma corda de enforcamento e uma fita de vídeo de um assassinato real. Um dia, seu empresário recebe, por e-mail, a propaganda do leilão de um fantasma. Na verdade, um terno que conteria o fantasma de seu dono. Jude se interessa, é claro, e acaba comprando o fantasma por $1000,00. Ele mal podia imaginar o que ele tinha feito...
O fantasma aparece para ele e começa a atormentá-lo e a seu empresário. Jude descobre que sua compra não foi "sorte" ou mera coincidência: ele caiu numa cilada para comprar o fantasma para que este se vingue por algo que Jude fez (sem mais detalhes, que aí seria spoiler). Para tentar se livrar do fantasma, Jude e a namorada, que ele chama de Georgia por ser o estado onde ela nasceu, decidem viajar para a casa do pai de Jude, com quem o moço sempre teve uma relação complicada, mas que, no momento, está vegetando.
Ao longo do livro, vemos que o fantasma do terno não é o único fantasma que atormenta Jude. Ele sofre com os "fantasmas" do relacionamento complicado com o pai, da apatia da mãe diante da situação, do suposto suicídio de sua ex-namorada, das mortes trágicas dos colegas de banda, etc.
Gostei do livro. É daqueles que começam a dar desespero e você quer ler mais e mais para chegar à solução. O final eu achei meio "quê?", mas não tirou o mérito do livro. Tanto que eu já comprei outro do mesmo autor.

Marcadores: livros
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Josei e Kami Sal
às 8:45 AM
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